Uma cidade rotativa no Dubai

O conceito "cidade-jardim" é bastante antigo, pese embora nunca tenha sido posto integralmente na prática. Propostas utópicas e experiências esporádicas sucederam-se ao longo da História da Arquitectura de forma inconsequente. No entanto a ideia nunca morreu: juntar o melhor de dois mundos, a vivência urbana e o ambiente natural, continua a fascinar os arquitectos e as pessoas em geral. O Dubai não é propriamente um mundo ao alcance de todos mas parece estar bastante perto de concretizar esta ideia.

O projecto da Cidade Rotativa foi desenvolvido pela empresa High Rise RE. Consiste basicamente num espaço natural de boa qualidade ambiental e paisagística onde serão construídos vários tipos de edifícios rotativos - moradias, apartamentos, hotéis, restaurantes, etc. São estes, e não a cidade, obviamente, que rodam e procuram assim a melhor orientação solar e a paisagem mais interessante. Há também edifícios flutuantes e, pasme-se, voadores - um filme de ficção científica tornado realidade!

Faisal Ali Moosa, fundador da empresa promotora, está disposto a levar o projecto avante e a iniciar os trabalhos assim que consiga o terreno necessário. Alguns edifícios-modelo foram até já construídos noutros locais de modo a atrair potenciais clientes. Só não se sabe ainda como é que vão pô-los a voar mas, se for uma questão de dinheiro, no Dubai isso não é obstáculo...






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39 comentários
Kanhas em 7 de fevereiro de 2008 às 14h09
seven em 7 de fevereiro de 2008 às 15h14
O Dubai é assim uma espécie de pátio do recreio de meninos ricos. Enjoa-me sempre um bocado.
tajana em 7 de fevereiro de 2008 às 17h21
Sim, é um bocado obsceno. Mas reconheço que são muitas vezes estas situações que produzem arquitectura fantástica e, até, revolucionária. Estou a lembrar-me da Villa Adriana...
seven em 7 de fevereiro de 2008 às 18h02
É verdade. Até no recurso ao trabalho escravo são comparáveis. Ficamos sempre com um peso na conscienciazinha..:D Bom, mas do Dubai não conheço mesmo nada que me atraia. Acho tudo o que vi brincadeiras de novos-ricos, puras e simples. Tudo uma questão de escala e de dinheiro. Mas pronto, eu tenho a mania.
tajana em 7 de fevereiro de 2008 às 18h17
Um dia, quando o petróleo se acabar, as ruínas do Dubai vão ser património da Humanidade :)
seven em 7 de fevereiro de 2008 às 19h23
Parece que as cidades do Dragon Ball vão finalmente virar realidade.
Doug Erbert em 7 de fevereiro de 2008 às 19h35
E do Fritz Lang, do Flash Gordon... ;)
seven em 7 de fevereiro de 2008 às 20h22
E sempre que um homem sonha o mundo pula e avança...
João Manuel em 8 de fevereiro de 2008 às 00h48
Haja quem pague os sonhos ;)
seven em 8 de fevereiro de 2008 às 10h33
Pobres poetas. O António Gedeão nunca deve ter sonhado que podia inspirar os ricaços do Dubai :)
tajana em 8 de fevereiro de 2008 às 11h33
Achas que o Gedeão está traduzido para árabe?
seven em 8 de fevereiro de 2008 às 11h46
A idéia não é tao nova assim...
Nao existe um edifício rotatório em Curitiba?
Mas isso nao diminui minha vontade de conhecer Dubai.
Neandro Vilalva em 8 de fevereiro de 2008 às 18h38
Esse negócio de girar não vai dar certo... será o maior número de enjoos por metro quadrado das Arábias!
Daniel Gomes em 8 de fevereiro de 2008 às 20h56
Depende da velocidade, Daniel... ;)
seven em 8 de fevereiro de 2008 às 21h57
Neandro, existem edifícios desses um pouco por todo o lado; eu próprio conheço alguns. Agora uma cidade inteira... só mesmo no Dubai.
Havemos de lá ir todos quando formos milionários... :D
seven em 8 de fevereiro de 2008 às 22h08
Das duas uma: ou constroem jardins e horizontes bonitos em todas as direcções, ou os apartamentos desses edifícios rotativos em algumas horas do dia poderão não valer o DINHEIRO que irão custar. Atenção srs. construtores, rodem a coisa de forma a que a paisagem mais bonita não calhe de noite sempre aos mesmos!
Gil em 9 de fevereiro de 2008 às 03h20
Estou certo que tudo isso vem contemplado no contrato ;)
seven em 9 de fevereiro de 2008 às 10h30
Não havia dado a devida atenção.
Quando li cidade rotatória imaginei que só os edifícios da cidade seriam rotatórios, e não a cidade em si.
Neandro em 17 de fevereiro de 2008 às 04h43
Mais uma coisa:
Dubai já não depende tanto assim do Petróleo.
Eles até que souberam usar o dinheiro relativamente bem.
E escravidão, ou um regime de trabalho similar a isso não é privilégio dos Emirados Árabes. Vários países, infelizmente,possuem realidades parecidas.
Neandro em 17 de fevereiro de 2008 às 04h47
Neandro: olhando para as construções do Dubai pode concluir-se que só foram possíveis com mão-de-obra muito especializada e, consequentemente, muito bem paga. Longe da escravidão...
seven em 17 de fevereiro de 2008 às 10h36
Poxa adorei esse site, eu achei um tambem com fotos de projetos inclusive de alguns sendo construindos, o endereço é esse aqui ViagensDubai.com.br
Richad em 17 de fevereiro de 2008 às 11h49
Obrigado pela dica, Richad. Volte sempre
seven em 17 de fevereiro de 2008 às 14h33
Acabei de chegar de Dubai, algo estratosférico, realismo fantástico em construção, o mais bonito de lá são os Heritages onde busco a cultura original...pena que está perdida no meio dos mega projetos...
off roads ao invés dos camelos... Paraíso do consumo...inversões da cultura!
Isabel em 21 de fevereiro de 2008 às 10h05
Olá, me interesso muito em paisagismo ( http://www.smarta.com.br ) mas isto é um exagero, loucura de gente rico... Um bom projeto paisagístico e conforto está de bom tamanho.
W_Junior em 29 de fevereiro de 2008 às 00h13
Os enjôos dependerá de quantos bagaços se tiver tomado. Más tem uma passagem bíblica que diz: "De que adianta ao Homem ganhar o Mundo inteiro e perder sua alma?"
wanderley martins em 14 de março de 2008 às 21h15
Poxa conheci um médico que mora em Dubaie me convidou para conhecer
sua cidade, mas depois de todos esses comentários galaxicos não sei..., eu tinha um certo romantismo por Dubai, mas agora...
jussara em 16 de março de 2008 às 17h06
Até que ponto isto vai chegar!? Eles estão assistindo muito os "Jacksons". Essa mania de mudar a natureza está provocando trajedias em todo o mundo. Vocês viram o Tsunami na Espanha? Pois é, vamos parar de brincar de ser Deus e levar a vida mais a serio tentando pelo o menos cuidar do que ainda não perdemos.
Bela em 3 de abril de 2008 às 14h40
Não será antes os "Jetsons", Bela? ;)
seven em 3 de abril de 2008 às 14h47
caro amigo sevem, se é que me permite chama-lo assim.
voce sabe me dizer como é o campo da medicina em dubai?
principalmente na área da genética?
abraços
jussara
jussara em 3 de abril de 2008 às 19h07
acho fabuloso o k tem construido no dubai ao longo dos tempos mas daki a alguns anos kuando nao houver petroleo a historia n vai ser assim
Joao em 4 de abril de 2008 às 15h50
acho fantastico o k fazem no dubai mas kuando o petroleo acabar isso vai acabar.
=(
hili em 4 de abril de 2008 às 15h51
Dubai tem muito de extraordinário. A mente da maioria ainda não alcança tantos execessos! A cidade é para quem quem gosta, em viagens de turismo, de destinos cosmopolitas, concreto, vidro fumê e espelhado e asfalto (lá ainda falta muito). Pena que todas as ilhas artificiais, e até mesmo parte da cidade, será tragada pelo mar. Afinal, a natureza não pega de volta tudo que lhe é tomada?
Gerson Chagas em 13 de abril de 2008 às 17h23
Oi pessoal,"descobri" Dubai por acaso. Na verdade, já havia visto alguns pacotes turísticos, mas nunca tinha me interessado, até mesmo por não ter nenhum conhecimento sobre o local. Porém, recentemente vi uma reportagem sobre as ilhas artificiais que despertou-me certa curisodade, ao ponto de pesquisar sobre Dubai. Existe um ponto pra mim que não está muito claro: _Qdo penso em Dubai, penso em uma cidade, porém, percebo o termo: O Dubai, refere-se a um complexo?? Quem puder, respondam-me. Gostaria também que saber de quem já foi, qual a média diaria exigida por eles para permanencia a nível de pacote turistico e qual a moeda, dolar?!? Acredito que não.
Vera Peixoto em 5 de maio de 2008 às 00h12
Dubai é uma cidade, Vera. Que tal pesquisar um pouco?
seven em 5 de maio de 2008 às 23h47
Dubai é uma potência em construção civil. Ilhas artificiais, hotéis fenomenais, mas tudo acaba ficando muito artificial. Sinceramente, prefiro as velharias da Itália e da França.
Jemon em 8 de maio de 2008 às 15h06
O petroleo no dubai representa apenas 7 do PIB, o resto e de serviços e turismo.
se não fosse a arquitetura do dubai ninguem iria se lembrar deste pedaço de terra
Victor Caroco em 28 de maio de 2008 às 13h48
Fico imaginando se todo esse dinheiro fosse usado para combater a miseria que assola a Africa ou mesmo a America Latina. Nao falo em filantropia mas em investimento com retorno a quem aplicasse, por exemplo, em projetos de infraestrutura.
Existe muito por fazer no mundo.
A plasticidade das construcoes em Dubai e de desafiar a imaginacao, mas e dai? A que custo?
am em 21 de junho de 2008 às 06h02
Realmente num sei porque o pessoal que aqui posta refere-se a Dubai como um poço de gastar dinheiro e não ajuda outros paises, como ja foi dito aqui a maior fonte de renda da cidade não é nem de perto o petróleo, que sirva de exemplo para a minha cidade que é o Rio de Janeiro... Que se hoje investisse em turismo seria uma potencia assim como Dubai e França, mas como aqui obra é motivo para desvio de dinheiro não compença investir, mas se aqui houvesse tantos bilhonários como em Dubai ai sim seria diferente parece que aqui no rio só a rede Hoteleira que investe uns miseros reis em turismo. Então não precisamos ter inveja e nem pedir que Dubai se importe com outros paises e povos já que é apenas uma cidade em Desenvolvimento. O que Brasil tem haver com coisas da Argentina... :D
Ser do Mundo em 4 de julho de 2008 às 15h07
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