Experiências invulgares em multidões

Publicado em humor por bjr em 17 fev 2008 | 12 comentários

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Liderados por Charlie Todd, este grupo de voluntários executa alguns exercícios que levam às multidões urbanas uma dose de boa disposição. Através daquilo que é designado por missões, que podem envolver centenas de figurantes, são planeadas diversas formas de interagir com o público e recolher as suas reacções.

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12 comentários

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O que é curioso é que o público olha, olha, mas não interage coisa nenhuma...

seven em 17 de fevereiro de 2008

Seven,

Acho esse comportamento tão típico da nossa sociedade. Por mais que achemos estranho, não nos envolvemos. A indiferença passa a ser uma resposta ;)
Eu teria acessos de risos :D

Sandra em 17 de fevereiro de 2008

Compreende-se: é medo.

seven em 17 de fevereiro de 2008

Pode ser medo.
Mas acho que nos comportamos tão "robotizados" que a indiferença é a grande marca dessa geração.
O medo é reação. Já a indiferença é não-reação; é nosso não-lugar.

Sandra em 17 de fevereiro de 2008

Também. Mas essa não-reacção é uma atitude de defesa. As pessoas fecham-se em si próprias para não se envolverem e manter o seu sossego.

Author Profile Page seven em 17 de fevereiro de 2008

Não me parece que haja falta de interacção - quer dizer, nenhum destes dois exemplos, pelo menos, apela propriamente à interacção, mas sim à reacção, que não passa obrigatoriamente pelo toque ou pela conversa com os 'artistas'. Mas as pessoas comentam, riem, etc.. E depois, falta saber quanto daquilo que se passou lá foi captado pelas câmaras. Embora concorde que hoje em dia temos uma grande dificuldade em interagir em público; só não acho este um exemplo disso.
Adorei a de Central Station. O pessoal deve ter pensado que tinha caído na Quinta Dimensão.

tajana em 17 de fevereiro de 2008

Se estivesses lá o que é que fazias? Eu, pelo menos, tinha chamado alguém responsável pela tasca...

Author Profile Page seven em 17 de fevereiro de 2008

Isso se não tivesses só 30 segundos de espera até chegar o teu comboio :) Ias a correr e gritavas: "Quero falar com alguém responsável"?
Eu acho que ficava a olhar, se tivesse tempo, sem perceber nada e com cara de parva. Talvez comentasse alguma coisa com outros basbaques. Olha, uma experiência diferente, mas de cujo relato e efeito no público gostei muito. Um artigo enorme, mas que vale a pena:
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/04/04/AR2007040401721.html

tajana em 17 de fevereiro de 2008

Eh pá não tenho tempo de ler; é muito grande e eu tenho de apanhar o comboio... :P

Author Profile Page seven em 17 de fevereiro de 2008

A vantagem de andares de comboio é que podes ler durante a viagem :P Em síntese: puseram um dos maiores violinistas do mundo a tocar, como se fosse um músico de rua, numa estação de Metro (creio que em Washington ou Chicago). E depois falaram com as pessoas que passaram lá nessas duas horas para saber se tinham dado por alguma coisa especial. É do melhorio.

tajana em 17 de fevereiro de 2008

Sim, já conhecia. Isso é porque as pessoas não têm ouvido prá música :(

Author Profile Page seven em 17 de fevereiro de 2008

Penso que no vídeo da estação de comboios as pessoas tentaram interagir mas primeiro tentaram compreender. A situação é bastante invulgar,se se tivesse prolongado é possível que aparecesse as televisões e a polícia em grande força, o local fosse isolado, etc, etc...
No segundo vídeo a situação é bastante diferente, aqui o natural das pessoas é olhar, criticar, julgar, rir, estamos todos os dias perante situações destas.... e não há interacção pois muitas vezes comunicar e tentar perceber certas atitudes não nos interessa... "é mais fácil julgar do que tentar compreender".
Quanto ao violinista famoso.... quem é que conhece um violinista famoso? porque não puseram o cantor popular do momento?

El. em 13 de julho de 2008

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