Poupe energia andando a pé

A ideia de aproveitar o movimento do corpo humano para produzir energia é boa e antiga; os relógios cinéticos são o melhor exemplo disso. A pequena quantidade de energia gerada pelo gestos do pulso é suficiente para fazer mover os ponteiros e torna dispensável a corda ou uma pilha ainda que diminuta. No entanto, para alimentar um dispositivo de maior consumo é necessário um gerador mais possante do que o pulso. O Biomechanical Energy Harvester aplica-se numa perna e assegura o funcionamento de um iPod, um telefone celular, etc. Apenas precisa que andemos a pé.
O princípio é simples: ao andar a pé alternamos os movimentos de contracção e distensão das pernas em torno dos joelhos. Uma grande quantidade de energia é então produzida de forma sistemática pelos músculos mais possantes do corpo. Graças a um engenhoso dispositivo à base de braços articulados ajustável ao joelho, esta energia é aproveitada e transformada em corrente eléctrica. É, na verdade, o equivalente ao dínamo que alimenta as luzes das bicicletas.
O Biomechanical Energy Harvester pesa apenas 1,6 kg. Algumas experiências feitas com voluntários demonstraram que a habituação é rápida e que o seu uso não é incomodativo nem cansativo. Por outro lado, registou-se a produção de uma corrente eléctrica de5 watts, suficiente para alimentar 10 telemóveis!
Este tipo de dispositivos têm uma aplicação imediata em indivíduos que dependam da autonomia energética: alguns tipos de doentes, algumas profissões, exploradores e aventureiros, etc. Com o aperfeiçoamento, miniaturização e generalização dos geradores portáteis e ergonómicos veremos chegada ao fim a era das pilhas? Provavelmente para lá caminhamos...

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8 comentários
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Caminhamos mesmo para lá ;)
nunca pensei que seria possível produzir tanta energia simplesmente andando.
espero que aproveitem estas ideias, porque realmente dava me jeito, nunca ficar sem bateria, ou seja.
"só morto é que fico sem bateria no telemóvel"
Rúben M, em 17 de fevereiro de 2008 às 15h31

Putz! Que idéia ótima!
Muito criativa, econômica e saudável!
Marília em 17 de fevereiro de 2008 às 17h20

Sim, só morto! Bem observado, Rúben. Na verdade nós, seres humanos, somos uns desaproveitados...
seven em 17 de fevereiro de 2008 às 18h09

E ainda há tanto para fazer, Marília...
Obrigado pelo seu comentário. E não se esqueça de andar a pé ;)
seven em 17 de fevereiro de 2008 às 18h11

Fiquei animadíssimo com este equipamento, visto que sou um exímio andarilho e já pensara sobre a possibilidade de aproveitar tanta energia potencial. Alguém pode me dizer como adquirir tal aparelho ?
E já que estamos falando em aproveitamento, aqui no Brasil tem-se o mau hábito de fumar em locais proibidos ou não e deixar como marca indelével da passagem, e da má educação, a "guimba" ou "bituca" - o filtro do cigarro - por toda a parte. Teria alguém a idéia de como transformar tal dejeto em algo aproveitável à Humanidade ? Aqui posso reunir toneladas em pouco tempo. Sócios então ?
Grande abraço.
Eduardo Peter em 18 de fevereiro de 2008 às 00h14

O equipamento ainda está na fase de estudo, Eduardo, mas supomos que a comercialização não deve demorar. Para já só apareceu publicado numa revista científica.
Os filtros dos cigarros... o que fazer com eles? Talvez encher almofadas, não sei :D
seven em 18 de fevereiro de 2008 às 13h10

E se um carteiro utilizar esse aparelho, imagina o quanto de força acumulará!
Daniel Gomes em 11 de maio de 2008 às 20h10

já quero um! vou passar a noite me exercitando e carregando o telefone... ótimo!
Eduardo Lemon em 28 de maio de 2008 às 14h17