A máquina do tempo

Qual a origem da matéria? Do que é feito o universo? Para muitos cientistas, tentar decifrar inúmeras questões como estas pode ter uma resposta inusitada: "viajar no tempo"! Mas vamos explicar melhor. Na verdade, com um projeto de tamanho estratosférico, digno das pesquisas envolvidas, o CERN (Organização Européia de Pesquisa Nuclear, do francês Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire), construiu o LHC (Large Hadron Collider) ou o mais poderoso acelerador de partículas do mundo. Ou quem sabe, a máquina do tempo! Claro, não como vemos em filmes de ficção. A idéia é tentar recriar o que aconteceu no universo, uma fração de segundo após o Big Bang. Para tanto, chama-se este projeto de "A coisa mais complicada já construída pelo ser humano". Afinal, mesmo tendo iniciado em 1993 algo parecido e escavado mais de 14 quilômetros de túneis no Texas, os americanos desistiram de encarar tamanha tarefa sozinhos.
Mas afinal, o que é esta máquina do tempo? De forma simplista, trata-se de uma impressionante estrutura embaixo da fronteira franco-suíça, perto de Genebra, e que é hoje o maior e mais complexo instrumento científico do mundo. São 27 quilômetros de túneis que visam colidir dois feixes de prótons a 99,9% da velocidade da luz. Esperam então os cientistas que se recrie situações que não existem desde o Big Bang, conseguindo assim um melhor entendimento do Universo. As forças liberadas serão capazes não só de distorcer o espaço (assim como a gravidade distorce o espaço ao redor da terra), mas também o tempo! Por isso, a comparação com uma máquina do tempo.

Como cita a pesquisa publicada por Irina Arefieva e Igor Volovich: "...na relatividade geral, uma curva no espaço tempo irá correr do passado para o futuro. Mas, em alguns espaço-tempos as curvas podem se encontrar gerando uma curva mais fechada, o que é interpretado como uma máquina do tempo - o que sugere a possibilidade de viagens no tempo".
Dois prótons viajarão em direções opostas e colidirão em quatro pontos ao longo do caminho - replicando as condições do Big Bang "do plasma cósmico", um misterioso estado, quase líquido, que ocorreu antes dos quarks esfriarem suficientemente para permitir que átomos se formassem. O acelerador de partículas irá forçar os quarks a se separar e recriar o "plasma cósmico" original e reconstruir as condições do Big Bang. Será possível?!




No gigantesco túnel, estão localizados 4 detectores do tamanho de edifícios, alojados em grandes cavernas em pontos diferentes. São eles: Atlas, CMS (Compact Muon Solenoid), LHCb e Alice (A Large Ion Collider Experiment). Apenas um supercondutor solenóide, contém mais ferro do que a Torre Eiffel.
Determinação, empenho e dedicação é o que não falta, além, claro, de muito dinheiro. Veja alguns dados que dão a dimensão do projeto:
• 20 anos de trabalho ainda em andamento;
• Equipe formada por mais de 7.000 físicos de mais de 80 países;
• 27 km de circunferência, 175 metros abaixo do solo;
• Cada túnel é grande o suficiente para passar um trem através dele;
• As temperaturas geradas são mais de 1.000.000 de vezes mais quentes que o núcleo do sol;
• Magnetos supercondutores são resfriados a uma temperatura mais fria que a do espaço profundo.
A dimensão do LHC é fantástica, assim como deverá ser a maneira de lidar com seus resultados. Quando estiver funcionando, o CERN registrará um por cento de todas as informações geradas no planeta: 15 petabytes ou 15 milhões de gigabytes de dados por ano. Como processar tudo isso?!
Aqui começará uma nova etapa na Internet: a Grid! A HP foi a primeira empresa comercial a levar esta tecnologia ao LHC Computing Grid (LCG) do CERN - uma Grid (rede) de proporções épicas. Os HP Labs e o programa HP University Relations Programme estão colborando com o CERN Openlab para o desenvolvimento de softwares e hardwares para a Grid. Ela então não só partilhará informação, mas também terá capacidade de computação e armazenamento, significando que cientistas de qualquer lugar do mundo poderão ligar-se à Grid através de seus computadores pessoais e ter os cálculos feitos por máquinas em todo o planeta. Esta tarefa, embora árdua, tem o know-how do CERN que intitulam inventor da www.
Entre as inúmeras surpresas que os cientistas esperam testemunhar com o acelerador de partículas estão é claro, um big-bang de média dimensão ou um pequeno buraco negro. Eles garantem porém, que mesmo isso ocorrendo, serão pequenos demais e terão pouca duração para gerar uma forte força gravitacional, ou em outras palavras: Genebra não vai ser sugada para outra dimensão.
Dia 06 de Abril o CERN abrirá as portas e receberá visitantes pela última vez antes de entrar em operação. Se você estiver na região nesta data, está aí uma bela sugestão de visita.

André Montejorge é publicitário, tem dois filhos e ama cozinhar. Edita o Bem Legaus além de colaborar com alguns blogs de várias nacionalidades. Pretende virar chef de cozinha e quem sabe manter um blog sobre culinária. Conheça mais deste autor na
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33 comentários
Lembro-me de, quando trabalhava no INESC (http://www.inescporto.pt/) haver muito pessoal que já lá tinha trabalhado (ou colaborado) no CERN.
Falavam-me de grandes túneis e laboratórios subterrâneos do tamanho de campos de futebol! ;o)
Pena nunca ter lá ido :o)
Hugz,
Luís
Luis Miguel Silva em 25 de março de 2008 às 22h16
Interessante, vou levantar uma pesquisa disse, abraços!!
Leno em 25 de março de 2008 às 23h14
Gostaria de parabenizar o André pela exelente materia aqui apresentada !!
Espero que cozinhes tao bem quanto pesquisas boas materias!!
Parabéns !!
Flavio Matioli em 25 de março de 2008 às 23h20
Carlos Afonso em 26 de março de 2008 às 18h35
lembro que quando foram explodir a primeira bomba atomica, os cientistas contaram mais tarde, que não sabiam exatamente o que iria ocorrer. Uns achavam que o Texas poderia sair do mapa;outros até mesmo temiam que os EUA desaparecessem. Realmente são forças nunca vistas antes e sabe-se lá o que poderá ocorrer se por ventura surgir mesmo um pequeno buraco negro que vá sugando esta maquina toda e aumentanto de massa...
Silvio Monteiro em 27 de março de 2008 às 02h27
A 19 de Março no dia da morte do Arthur C. Clarke foi visível à vista desarmada um raio com origem há 7,5 mil milhões de anos, sendo o objecto visível à vista desarmada mais longinquo. A energia libertada foi muito superior ao de qualquer criação humana é capaz.
A ignorância não deve ser razão para não se experimentar, é aliás a razão pela qual se devem fazer experiências. Riscos há, como em qualquer actividade humana, mas parece-me algo rebuscada essa do buraco negro.
Carlos Afonso em 27 de março de 2008 às 12h33
è ter mto dinheiro sobrando, heim....
Daniel Rizzo em 27 de março de 2008 às 17h04
Artigo importante sobre euro-brasileiros foi publicado no
sitio do cidadão Jykiti,
http://clearblogs.com/eurobrasileiros.
Queira visitar e reflectir sobre o assunto.
Bem-haja!
Jykiti Wakongo
J. Wakongo em 27 de março de 2008 às 21h36
Carlos Afonso em 28 de março de 2008 às 12h13
O deslumbramento diante de máquinas gigantescas me parece ser o mesmo que se buscava quando se construiam templos e catedrais enormes: impressionar pela demonstração de poder... E é o mesmo sentimento que as pessoas tem também quando 'babam' por iPods e iPhones e outros gadgets. Me desculpe, mas para mim muito mais deslumbrante é algo como a ciência de Einstein ou Darwin, feita principalmente com olhos, pensamentos, papel e caneta e que, mesmo assim, vai mais longe que qualquer aparelho já construído.
Stephen Dedalus em 28 de março de 2008 às 14h42
Stephen, o deslumbramento faz parte da atracção. É realmente como se se construisse um templo. São necessários os dois tipos de ciência, aquele que pode ser perseguido com experiências do pensamento e o que necessita de grandes instalações ou experiências muito prolongadas como o envio de sondas a outros planetas.
Quando míudo ía à praia ao lado da fábrica de cimento da Secil em Luanda. Em 73 a Secil comprou um Dumper de 135 toneladas e tenho que admitir que me despertou interesse por tecnologia. Era um daqueles dumper em que os pneus são bem mais altos que um homem, eu teria os meus 10 a caminho dos 11. Era de ficar sem respiração. Claro que nos dá uma sensação de pequenez muito acentuada.
Carlos Afonso em 29 de março de 2008 às 13h00
vamos falar do que realmente importa: qual a propabilidade e consequencias geradas pela formação involuntaria ou não do nascimento de um buraco negro em meio ao experimento??? responda no meu e-mail pois não costumo acessar este site. obrigado, ninguem soube ainda me responder isso
Audir em 31 de março de 2008 às 21h13
como pode tanto dinheiro investido de onde vem? tenho certesa que isso começou em 1950 quando a area 51 também começou, ja se sabe que vida alienigena existe mas eles querem chegar ate la e dominar eles sabem que os aliens chegaram ate aqui com esta tecnologia e os aliens passaram isso para eles,isso e obivio tanta tecnologia apenas para um teste rsrrsrsrs ridiculo e algo monstruoso tenho medo de acordar um dia depois da experiencia e tudo ter mudado e eu ficar sem saber de nada.
ronualdo em 2 de abril de 2008 às 23h49
Vc acha mesmo que isto tem algo a ver com área 51?
Hm....
Leno em 3 de abril de 2008 às 01h43
não tenho medo do que possa acontecer, agente , meros civis, não sabemos da missa a metade, praticamente as nossas vidas ja estão nas mãos dessas pessoas, as que tem dinheiro! vi um dia uma filmagem super secreta que nem ao menos lembro onde vi por ser tão antiga e a tanto tempo, de um alien sendo torturado por 4 militares na area 51 sob as luzes apagadas, não era montagem, era real, até a linguagem que o alien dizia era dezesperador. sangrava vermelho, suava e parecia ameaçar algo.Também, apanhando com correntes e cacetetes até eu ficaria ameaçador!
audir em 3 de abril de 2008 às 17h06
È inetressante. O que eu nao entendo è como se arruma tanto dinheiro para certas coisas e tanta gente ainda morre de fome no mundo.
alexandre em 6 de abril de 2008 às 21h01
Alguem sabe de algum cientista brasileiro envolvido nisso?
Olha, ninguem me falou em numeros ainda, mas sei que para fazer um tunel em linha reta sob o chão já é complicado, imagina um circulo...
Porque será que geralmente são enterrados estes experimentos?
Mas acho que todo este aparato e dinheiro envolvido, sem contar os7.000 cientistas deve ser algo maior que saber a origem do universo...
Com todos estes avanços da ciencia, aqui em viamao um quil de feijão assa de R$ 3,00 e o tomate R$ 2,00. Quanto será na AFrica, Alasca, Canada então? Sempre dizem que é a seca ou muita chuva. Porque estes avanços nunca retornam para o cidadão comum? O povo tem fome pessoal, mas de comida, não de saber curiosidades da materia....
A menos é claro que estejam criando uma maquina para multiplicar materia, onde se coloque um quilo de feijão e sai uma tonelada do outro lado. Na certa iriam vender a mesma tonelada por 4,00 o quilo...
Silvio Monteiro em 7 de abril de 2008 às 02h29
vejam por esta ótica.
o inicio do universo, ninguém viu!
seria um enorme privilégio assitir-mos o fim!
Pensem nisso. seriamos a geração o omega.
zaratrustha em 8 de abril de 2008 às 00h25
EU NAO SEI NAO MAS DE QUALQUER FORMA EU NAO FICARIA NAQUELA
REGIÃO PRA VER ESSA GERINGONÇA FUNCIONAR, VAI QUE O FERRABRAS
ANDA POR LA PRA APERTA O BOTÃO, VAI SABE TU.
CE
LSO O7/04/2008/ 22;47 SEGUNDA BOA MATERIA ABRAÇOS
CELSO F ARAUJO em 8 de abril de 2008 às 02h49
Somos pretenciosos o bastante para tentar explicar o inexplicável...
Recriar o início de tudo, o suposto BIG BANG, seria como encontrar o elo perdido, aquele que definitivamente nos distanciou de nossos irmãos primatas.
São propostas que vão além dos limites tridimensionais que pensamos dominar, e portanto, não são medidas temporais. Nesse universo (ou universos!) paralelo a qual não temos nenhum domínio, as coisas acontecem e evoluem de maneira diferente; passado, presente e futuro se misturam num tempo só, onde nossa contagem cronológica não faz o menor sentido. Isso nos leva a deduzir que o universo não teve um começo e não terá um fim, pois estas questões estão diretamente ligadas à nossa noção de tempo e espaço, conceitos presos à contagem de tempo terrestre, e que absolutamente não existe fora dos nossos limites.
Isso envolve observador e observado, e estamos tentando mais uma vez criar um universo dentro de nossos parâmetros limitados e pueris.
Espero que a GRANDE INTELIGÊNCIA que em algum lugar controla a ordem e também (porque não?) o caos universal não nos leve à sério, e tenha-nos em conta de "crianças" brincando de "gente grande"...
Aurora Resende em 8 de abril de 2008 às 16h52
Ao Carlos Afonso: lembro-me (vagamente) dos depoimentos de dois cientistas sobre experiências pessoais inesquecíveis que os influenciaram a fazer ciência. Uma é de Carl Sagan, em "O mundo assombrado pelos demônios", em que ele fala da ida, com seu pai, a uma feira ou exposição de ciências. Outra é de Albert Einstein, em que ele fala sobre dois presentes que ele ganhou: uma bússola, que o deixou confuso e maravilhado, e um livro, "Os elementos", de Euclides, dado por um amigo (eu acho). Hoje, as pessoas compram, ganham e dão de presente vários badulaques eletrônicos maravilhosos, vêem máquinas fantásticas - eu ainda me assombro toda vez que chego perto de um Boeing - e, como isso é muito comum, poucos são "tocados". No entanto, não conheço quase ninguém que dê livros de geometria de presente: isso não é considerado de bom grado em nossa sociedade ocidental. Na verdade, pelos comentários postados aqui o natural é ter algo entre temor e reverência pela ciência, que é feita pelos "sábios", que não são pessoas comuns e podem ser mal-intencionados, provavelmente com segundas intenções - isso lembra muito a relação antiga entre as pessoas e a magia... E máquinas maravilhosas não ajudam a desfazer essa ignorância, enquanto livros podem ajudar. Mas, enfim, concordo contigo, com um acréscimo: são necessários TODOS os tipos de ciência.
Stephen Dedalus em 11 de abril de 2008 às 18h47
Ao Stephen.
É curioso que te refiras aos "Elementos" livro que possuo há quase 30 anos (foi uma prenda a mim próprio representando a poupança de 3 ou 4 meses na altura) em tradução inglesa. E realmente concordo contigo ao dizeres que são necessários todos os tipos de ciência.
Carlos Afonso em 12 de abril de 2008 às 11h11
Este é um daqueles empreendimentos que me faz ter esperança na humanidade. Algo tão grandioso e com tanta colaboração diferente em torno de um único objetivo sem retorno financeiro imediato é algo tão raro nos dias de hoje que parece até surreal.
Eu fiz uma série de posts sobre o LHC lá no blog do qual participo (http://www.newserrado.com) que me surpreendeu de forma positiva com a receptividade e divulgação que teve.
Interessante a preocupação do pessoal com os micro-buracos-negros que podem ser criados, vale lembrar que este tipo de buraco-negro é algo bastante comum por todo lado, especialmente perto de estrelas que emitem grandes quantidades de energia contendo núcleos acelerados de átomos que se chocam com outros o tempo todo sem sugar planetas no seu caminho.
Alexandre Salau em 15 de abril de 2008 às 12h55
Essa experiencia é incrível, é muito louco, mas incrível.
O que eu gostaria de saber de tudo isso é sobre o custo, de onde sai tanto dinheiro para bancar essa experiência de maluco.
O mundo tem milhões de pessoas famintas que vivem abaixo da linha de miséria e as autoridades dos países desenvolvidos gastando, gastando não, jogando no ralo fortunas por um projeto que não vai acrescentar em absolutamente NADA para as pessoas.
O projeto é maravilhoso, é fantástico, mas....temos muitas coisas importantes para resolver.
Ricardo em 17 de abril de 2008 às 19h05
Acabei chorando de ver tanto dinheiro envestido por pura vaidade e eu querendo transformar saude e vida a partir de reaproveitamento de pneus do lixo e nao tenho o minimo apoio. Presidente Lula por favor descubra-nos , moramos a 12 km da praia de Canoa Quebrada somos meros catadores mais com ideias de grandes transformaçoes do nosso lixo a começar pelos pneus que são os grandes viloes da dengue., outro projeto brilhante para o nordeste produzir compensado a partir de canoa de coqueiro q e lixo e com isso deixariamos de derrubar nossas arvores destruindo nossas florestas . Temos outras ideias de reciclagens so precisamos de apoio .Peço ajuda pelo amor de DEUS enquanto ha tempo.
Lusidélia Rebouças Bento em 20 de abril de 2008 às 18h27
é incrivel, interessante e ao mesmo tempo pavoroso,a tecnologia usada na construçao desta maquina ja deve estar ultrapassada,sao vinte anos construindo,ou sera que eles atualizaram ano a ano.
cientistas de varios lugares do mundo ,ja disseram se a experiencia der errado ,meu Deus sera o fim do mundo.nem os cientistas que fabricaram a tal maquina tem certeza que ira dar certo, eles sao loucos mesmo.sera que existe algum meio de impedir esta experiencia maluca , os cientistas parecem um monte de professores pardal.
wanderley ,em 20 de abril de 2008
wanderley castanheira em 21 de abril de 2008 às 02h00
Fico algo perturbado quando vejo as pessoas a achar que certo tipo de experiências possam levar 20 ou 30 anos desde a sua idealização até à sua concretização.
Em Portugual para se construir uma barragem podem passar-se 50 anos (ex. Guadiana). Não há nessa construção nem o mesmo grau de complexidade nem o rigor que há na construção do anel acelerador.
Referi-me ao caso do tribunal no Hawai mas não acrescentei que parte dos seus autores têm vindo sistematicamente a fazer o mesmo em relação a uma série de outros aceleradores e que perderam sempre essas causas.
A auditoria de segurança no caso do LHC irá/foi pronunciar-se novamente este mês, obviamente não conheço ainda os respectivos resultados mas espero ler dentro em breve.
A construção do LHC é muito prolongada devido à complexidade daquilo que tem que ser feito. Há reutilização de algumas instalações, há a construção de um túnel (com 27 km) com uma certa inclinação de forma a que o túnel esteja todo integrado na mesma rocha (isto é para que o meio seja todo uniforme). Há colaboração de uma número elevado de países (por exemplo Irão e EUA) sendo um exemplo de cooperação internacional, há que fazer muita investigação e desenvolvimento de meios, processos e produtos para fornecimento de muitos dos componentes do anel (e dos detectores e sistemas de recolha de informação), há que estabelecer uma rede de informação distribuída, por camadas, para tratamento da informação gerada (há um projecto designado por hlc@home para colaboração nos tempos mortos dos computadores de que somos proprietários ou dos quais possamos legitimamente fazer atribuição de funções), há muito trabalho envolvido.
Alguém acha realmente que se as verbas que este projecto está a custar não estivessem a ser gastas nele seriam aplicadas de forma muito mais eficiente? A serem mais bem distribuídas? Será que não seriam simplesmente dispersas e desperdiçadas?
As energias envolvidas no acelerador são menores do que as de alguns raios cósmicos que nos bombardeiam todos os dias pelo que a probabilidade de formação de um buraco negro é realmente negligenciável.
P.S. No CERN TimBL criou aquilo que hoje conhecemos como WWW.
Carlos Afonso em 22 de abril de 2008 às 10h01
Carlos Afonso em 22 de abril de 2008 às 12h33
Sei que são os Mormons que financian estes projetos, mas para que?
Jonas Caetano Srenon em 23 de abril de 2008 às 06h08
Caro Jonas, onde você obteve essa informação de que são "os Mormons que financian estes projetos"? Isso é de conhecimento público geral?
Stephen Dedalus em 24 de abril de 2008 às 14h34
esse projeto do CERN é simplesmente incrivel e ao mesmo tempo assustador como é possivel o homem tentar reconstruir o principio?
tudo isso é grandioso e aterrador mas de q vai adiantar se ñ vai fazer diferença nenhuma p/ akeles q estao na rua passando fome eles sao a maioria e ñ vao sentir nada com isso =D
Mary em 28 de abril de 2008 às 22h26
Parece que o homem nao aprendeu a licao pois todas as grandes invencoes tem o lado bom e o ruim eles sabem disso resta saber se estao preparados para os dois lados desta pesquisa espero que tudo der certo pois nao confiu no homem infelismente pois a tecnologia pode nos salvar mas tambem pode nos exterminar resta saber se valera a pena correr este risco mixterx.
mixterx em 6 de maio de 2008 às 11h55
Caro mixterx, nada é pra sempre. E se nada é pra sempre, oque os impede de tentar mudar isso...
audir em 7 de maio de 2008 às 18h52
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