Lewis Hine - fotografias da construção do Empire State Building

Apesar de Lewis Hine ser sociólogo e professor de Sociologia, foi como fotógrafo que se tornou conhecido. Aliás, entendia a fotografia como um meio pedagógico, uma forma de estudar e divulgar um dos assuntos pelo qual sempre se interessou: o trabalho. Hine ficou famoso pela extensa reportagem sobre o trabalho infantil, já aqui abordada anteriormente. Durante os anos 20' fez uma série de work portraits, fotografias que documentam ironicamente a contribuição do trabalho humano para a indústria moderna. Foi este seu currículo que levou a que lhe fosse encomendado aquela que viria a ser a sua reportagem mais famosa: a construção do Empire State Building, em Nova Iorque.
As obras do arranha-céus iniciaram-se em 1930 e empregaram cerca de 3400 operários, na sua maioria emigrantes europeus, e algumas centenas de índios mohawk que, segundo se dizia, não sofriam de vertigens. Hine encontrou aqui um excelente território para as suas fotografias. Correndo riscos enormes acompanhou a evolução das obras lado a lado com os operários, às vezes em situações tão precárias quanto as deles. As imagens são arrepiantes. Mostram condições de trabalho sem qualquer tipo de segurança, pessoas literalmente em equilíbrio instável e poses acrobáticas, que confiam em Deus ou na sorte para não caírem. É de estranhar que, mesmo assim, apenas cinco operários tenham morrido em acidentes durante a construção. Após a conclusão das obras Hine publicou um livro com as fotografias que tirou. Intitulou-se Men at Work. São dele estas imagens.




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12 comentários
Realmente, os caras são muito corajosos.
Leandro Carrasco em 17 de abril de 2008 às 13h03
lembrei das charges do henfil sobre a quantidade de gente que morria em acidentes de trabalho na década de 70
prá vc ver quanto vale a vida humana
Leonardo Kenji em 17 de abril de 2008 às 14h44
São imagens arrebatadoras, vertiginosas... Pergunto-me como é que os operários seguravam o chapéu com a ventania que sopra por aquelas alturas?!
Todavia, o meu arranha-céus de eleição continua a ser o Chrysler Building.
Paulo Ferreira em 17 de abril de 2008 às 14h57
Só de olha me deu medo!!! o.O
Leno em 17 de abril de 2008 às 15h36
Uau! Vertigem só de olhar.
Rafael Amaral em 17 de abril de 2008 às 15h58
Eu lembrei da música "Construção", do Chico Buarque...
Tudo é motivo pra lembrar do Chico :P
Sandra em 17 de abril de 2008 às 16h22
Airton em 17 de abril de 2008 às 16h48
andré sarria em 17 de abril de 2008 às 22h23
Paulo, sem dúvida o Chryler Building é o mais belo de todos...
Sandra: "Construção" é uma obra maior. Sem dúvida
seven em 17 de abril de 2008 às 22h30
Coragem demais, trabalhavam sem E.P.I.!!!!!!
Dourado em 19 de abril de 2008 às 04h46
O Empire State Building, o Chrysler Building, a ponte George Washington, o World Trade Center... Por mais de 120 anos, seis gerações de índios Mohawk, conhecidos pela sua capacidade de trabalhar em altitude ajudaram a moldar o perfil de New York. Todas as semanas, centenas de Mohawks era, enviados de sua reserva no Canadá para Manhattan para trabalhar na construção dos wseus arranha-céus e pontes. Em Setembro de 2001, após a queda das torres gêmeas do Trade Center, os filhos e sobrinhos daqueles antigows trabalhadores das alturas retornaram ao local para desmantelar o que os seus antepassados que tinham ajudado a construir.
Guido em 19 de abril de 2008 às 13h13
É misterioso e magnífico a forma como o ser-humano se submete aos tratamentos capitalistas; embora doloroso ver que a arte e o prazer da obra está na condição cdapital e não no espírito humano de arriscar-se pelo prazer das ideologias...
Luiz de Barros em 10 de maio de 2008 às 18h58
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