
A câmera põe em foco um tranquilo picnic em Chicago, onde um casal está sob a grama ensolarada. É a partir deles que se inicia uma viagem aérea, espacial, galáctica, celular, molecular e atômica onde o trabalho de medição das grandezas relativas acaba por nos fazer encontrar conexões íntimas, quase que orquestradas, entre cada peça visível ou invisível do nosso redor, do nosso interior. As maçãs, os átomos, os planetas, as árvores, os anéis de Saturno, os poros, os continentes, as nuvens... têm seu perfeito encaixe métrico explorado em escalas que vão de 10^25 à 10^-18 : o tamanho do universo conhecido e o tamanho da menor partícula subatômica conhecida, pelos dados da época.

O curta, escrito e dirigido por Charles e Ray, ambos designers, ambos norte-americanos, teve distribuição feita pela IBM e reflete, em suas passagens, o fascínio e otimismo que os avanços tecnológicos e as ciências exatas exerceram sobre as pessoas naqueles anos de 60 e 70. Talvez isso nos permita observar o filme com um fascínio especial; é deixar de lado, por menos de nove minutos, a certa desilusão que persegue nossos dias de hoje.
As centros Caixa Cultural exibem com sessões gratuitas em Brasília e Salvador esse e outros filmes do casal Eames, respectivamente, de 2/04 a 13/04 e de 8/05 a 18/05.
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