o poder ao povo - um estudo social da nova web

A Gisele Honscha e o sim, viral publicaram um apontamento que é por demais relevante no paradigma da nova web. Trata-se de um estudo da Universal McCann de Março último, sobre o impacto dos serviços de web social no mundo. Foram entrevistados 17 mil utilizadores de internet em mais de 29 países, demonstrando tudo aquilo que já se adivinhava e que é sempre importante frisar.
- A grande maioria dos utilizadores está a produzir conteúdo, havendo uma tendência cada vez maior na participação.
- A expressão dos conteúdos ricos, como vídeo e podcasts é cada vez mais uma realidade.
- A simbiose entre marcas, publicitários e serviços web nunca esteve tão ao rubro, em parte pelo papel aglutinador dos serviços sociais.
O estudo é extremamente pertinente num momento em que os novos media se posicionam num mercado completamente dominado pelas grandes marcas e portais. Já muito se disse sobre influência e sobre a verdadeira democratização dos serviços e conteúdos que, agora, estão completamente fora do controle racional de uns poucos, para se tornar num verdadeiro ecossistema vivo, complexo e autónomo.
Apesar de toda esta linha de pensamento ser de simples percepção para muitas pessoas que vivem estes tempos de mudança, não deixa de ser tremendamente interessante observar alguns números verdadeiramente esmagadores.
Algumas notas do estudo:
Os Media sociais - orkut, facebook, myspace, outros - são assumidamente um fenómeno global, independentemente dos mercados, das economias envolventes e dos desenvolvimentos sócio-culturais. Se você está ligado à internet, decididamente você usa um serviço social.
Os mercados Asiáticos lideram totalmente em termos de participação e criação de conteúdos.
A plataforma de vídeos é a que está em mais rápida expansão, subindo de 31% de penetração em 2006 para 83% de penetração em Março de 2008. Na minha opinião, a verdadeira revolução de media, passa muito por estes conteúdos, mas ainda está para vir, dado que o próprio mercado não sabe como lidar e monetizar verdadeiramente estes conteúdos (tirando algumas iniciativas pioneiras).
57% dos internautas juntaram-se a plataformas de Social Networking, elegendo-as como o principal meio para produzir e partilhar conteúdo.
55% dos utilizadores fez upload de fotos.
22% dos utilizadores fez upload de videos.
A economia dos widgets está em franca expansão:
- 23% dos utilizadores instalou uma aplicação
- 18% dos utilizadores de blogs instalou uma aplicação
Os blogs tornaram-se decididamente mainstream. 73% dos utilizadores são leitores blogs.
Alguns gráficos interessantes do estudo:
Estima-se actualmente um universo de 475 Milhões de utilizadores. Brasil em 4o lugar

E o índice de penetração nos mercados

Uma especial nota para o mercado Brasileiro. Como está totalmente à vista de todos, é um gigante adormecido completamente por desbravar!
Os blogs são mainstream - 5a posição global para o Brasil, e lider na leitura diária


Não deixe de consultar o PDF do estudo completo.
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11 comentários
Impressionante de facto. No entanto, há quem tarde em ver o potencial escondido nestes meandros. Refiro-me, é claro, à blogosfera portuguesa em especial. É pena...
seven em 3 de maio de 2008 às 23h44
Portugal nem aparece nos gráficos. Se calhar juntaram-no a Espanha (pela proximidade),à Polónia (pela grafia), ou mesmo ao Brasil (pela língua). Isto é irónico, para dizer o mínimo....
Mateus em 4 de maio de 2008 às 03h02
é tudo se transformando
oque será do futuro né ?
bb em 4 de maio de 2008 às 03h52
Bjr,
Bom esse estudo... especialmente pra mim que adora números e estatísticas, prato cheio!
A quantidade é enorme de blogs que cresce atodo dia - questiono apenas a qualidade e se de fato estamos diante de um novo movimento.
Particularmente acredito que sim e que o mercado deve "aproveitar" desse novo veículo pra tantas coisas...
bjs
Sandra em 4 de maio de 2008 às 04h56
OBVIOUS É UM DOS NÃO-LUGARES MAIS BACANAS DA HIPERMODERNIDADE!!!
INTERAGIR COM ESSE ESPAÇO É UM VIVÊNCIA EXPLOSIVA RUMO AO TRANSCULTURALISMO CRÍTICO!
PARABENZAÇO!
ZELÃO
ZELÃO em 4 de maio de 2008 às 13h22
Mateus, creio que a questão poderá esta relacionada com facto de Portugal ser um país com números de pouca expressão. Como se costuma dizer na gíria, "não faz mexer o ponteiro". No entanto, concordo que, por exemplo, em termos de índice de penetração web, Portugal estaria na linha da frente. Não acredito que tenha existido um racional de junção pela lingua portuguesa.
bjr em 4 de maio de 2008 às 15h04
Sandra, não considero tudo o que está acontecendo como um movimento, bem pelo contrário. Um movimento teria como base uma organização e uma cadeia de responsabilização. Tudo isto, na minha opinião, é uma tendência livre que se auto-organiza e auto-seleciona. A questão da qualidade acaba por vir ao de cima naturalmente, pois os conteúdos bons acabam por ser referenciados, enquanto que os de proveniência duvidosa, são também naturalmente depurados.
Isto leva a uma outra questão que é a dos nichos. Algo que para vc não tem qualidade, pode ser excepcional para um determinado nicho de apreciadores. Esse nicho, garantirá a sobrevivência do conteúdo. Creio que a forma mais simples de traduzir este comportamento, foi como o disse no artigo: Um verdadeiro ecossistema.
Zelão, muito obrigado pelas suas palavras, espero que retorne. Vou dar uma espiada no seu site agora mesmo. Abraço.
bjr em 4 de maio de 2008 às 15h11
Olá bjr (obvious)
Espero que não acha problema por ter transcrito este "post" no meu blogue.
Coloquei a fonte claro.
Se entender que estou a transgredir os direitos, é só avisar que retiro.
Um abraço
antonio
antonio brandão em 6 de maio de 2008 às 20h43
Essa agora António, eu é que agradeço por ter passado. Espero que retorne. Abraço.
bjr em 6 de maio de 2008 às 22h01
\\\O///
Sem mais. ;)
Bjos.
Leno em 7 de maio de 2008 às 03h42
Todas estas transformações acima citadas já sabíamos, contudo é bom ver os números como forma de materializar nossos pensamentos, uma boa pesquisa sem dúvida nenhuma.
Acho que portugal não aparece porque a pesquisa foi feita pelos brasileiros, ou não. Portugal tem uma população bem menor, é verdade, participa bem menos no entretenimento e mais na parte cultural, literalmente falando, wikipedia, por exemplo.
A classe intelectual de Portugal tem participado de maneira bastante efetiva na internet, mas só em sites nitidamente intelectuais.
icommercepage em 21 de maio de 2008 às 07h20
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