andressa soares - a mulher melancia

Ilustrações de Henrique Monteiro, texto de Priscilla Santos
A genealogia mítica de Andressa Soares remonta a uma linhagem de embasbacantes mulheres que se inicia com a ex-chacrete (hoje empresária pornô) Gretchen passando por Carla Perez, Tiazinha e vai desaguar numa massa indefinida de cachorras e popozudas engaioladas, massa esta de onde ela emergiu sacralizada como a Excalibur . Foi por isso que, aos moldes dos super heróis e heroínas, Andressa guardou para os documentos civis seu nome de batismo e assumiu a legenda de Mulher Melancia, atual Garota Melancia: a dançarina do “créu”.
A população foi quem lhe deu a alcunha; primeira musa bundística do século XXI brasileiro, Melancia passou a ser chamada assim por conta de uma – agora antológica – foto postada no Orkut por um colega da Rádio FM O Dia, o apresentador do programa em que Andressa trabalhava como... musa. Eles diziam: que isso?! A bunda dela parece uma melancia! Então ficou, ela explica.
Mas o sucesso nacional viria mesmo depois do DVD-baixo-orçamento Tsunami 2, recorde absoluto de vendas entre os camelôs de toda a cidade, o show de funk exibia a apresentação da “Dança do Créu” interpretada por seu criador, o Mc Créu, onde Andressa, já Melancia, balançava toda a glória de seus 121 cm de bunda, incansavelmente, na cadência imperativa do refrão. A saber: créu, créu, créu, em cinco velocidades . O show, a dança, o intérprete e as re-cópias do vídeo se espalhariam pelo país como uma endemia braba. Quatro meses depois, ela seria capa de uma edição especial da revista Playboy brasileira. Cinco meses depois, e 250 exemplares vendidos por hora, ela entraria para a história como a maior vendagem da publicação.
Neste mês de julho, a Mulher (ou Garota) Melancia é novamente playmate, para alegria de milhões e ódio de outros milhões. Já faz inclusive rebeldias quando repreendida pelo, praticamente anônimo, fotografo J .R. Duran: mais respeito, porque agora eu sou famosa, sou estrela.
Mas não há o eterno: o créu passou a tomar todo o meu tempo, desabafou ela outro dia numa entrevista, 2 cm de bunda mais magra. Era para justificar o porque do desejo de envolver-se em novos projetos, projetos solos. Melancia quer dançar com seu próprio corpo de dança e quer “cantar” mais. Planeja também sua tournée pela Europa, divulgar sua música Velocidade 6, além de dedicar-se ao programa de rádio.
Enquanto não embarca, a Garota (ou Mulher) Melancia prossegue sendo musa absoluta dos dois principais tablóides pulp reality da cidade do Rio de Janeiro, o Meia Hora e o Expresso. É difícil que passe um dia sem que Andressa, no alto de suas 20 primaveras, estampe lá uma ou duas notas, em fotos, manchetes ou notinhas geralmente intituladas com um vocabulário sacana. De qualquer modo, foram eles que deram, atenciosos, a notícia do incidente em que Melancia foi ferida: um senhor, que se dizia incomodado pela confusão orbitante ao redor da morena, resolveu jogar-lhe uma garrafa. Mas, rapidamente, vizinhos sinceros contaram aos mesmos tablóides que tudo havia sido por causa dos ciumes da esposa desse tal senhor já que, no dia, Mulher (ou Garota) expunha – profissionalmente, claro – seu aclamado derrière bem em baixo de sua janela onde seu marido tomava, coincidentemente, uma fresca.
A passionalidade almodovariana rendeu à Andressa Soares um corte superficial no tornozelo e um abalo nervoso justificável. Felizmente o episódio foi logo esquecido e podemos vê-la novamente sorridente, repetindo seu cânone de respostas modulares pelos canais de fofoca afora e, principalmente, exibindo toda sua bela anatomia e voluptuoso vigor atlético ao dançar o sensual ritmo.

Gostaria de ver a caricatura de alguma mulher? Deixe aqui o seu pedido para a caricatura da próxima semana! :)

Henrique Monteiro adora ir às nêsperas, faceta que nunca conseguiu explicar muito bem até hoje. Tem aversão epidérmica ao tipo de sandálias que se usa para o efeito. Conheça mais deste autor na
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Priscilla Santos é adoradora de cervejas e colabora com o obvious. Mais informações e textos da sua autoria na
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42 comentários
!!!eu li o comentario da mulher melancia e gostei de maaaaissssssssss
andre em 19 de julho de 2008 às 01h26
Sónia Braga, voltanto aos bons tempos de Gabriela.
Pode ser? pode? :)
Zé Paulo em 19 de julho de 2008 às 07h49
Vi um video dela no Youtube. Parece que foi decalcada de uma daquelas heroínas guerreiras dos comic de fantasia, mas com as mamas mais pequeninas. Aquelas das quais dizia o Calvin (ou o Hobbes?): 'O que eu nunca percebi é como é que as amazonas conseguem entrar nestas roupas'.
A parte do video em que ela bicicletava pelo calçadão do Rio é inacreditável. Não se vê o selim.
tajana em 19 de julho de 2008 às 12h05
Muito bom o texto, parabéns ! O problema da melancia porém são os caroços que a gente não vê e acaba comendo. Além do que, dizem que tem poucos nutrientes, mas vai acabar atriz ou vereadora ( não será a prima donna do funk, entretanto .
Ricardo Meier em 19 de julho de 2008 às 18h51
rsrsrs.... eu só soube quem era garota melancia depois de muito tempo, e só alguns dias atrás consegui ver como era o rosto dela, cada vez que olho fico chocada com o tamanho do bumbum e esqueço de ver o rosto.....gente ali tem bumbum pra todo mundo...rsrsr
mas não sei como definir, se é como beleza ou como anomalia
....acho que falei demais novamente....rsrsrs
bjs ....
bye!!!!
vcfazbr em 20 de julho de 2008 às 08h07
sou uma artista plastica ,desenhar ,pintar as formas do corpo humano também faz parte do meu trabalho, não sou fanatica por nu , mas não consigo deixar de ver a estetica das pessoas,
assim como vejo um rosto que me chame atenção também vejo outras partes do corpo.
Devo ter me expressado mal " bumbum pra todo mundo"não me refiri a orgia sexual e sim a pessoas desprovidas de gluteos.(sou dislexica comer palavras é a minha sina )
se isso que falou foi pra mim , fica por sua conta , eu não tô nem ai ..sei o que sou, e o que não sou.
é por isso que não vou baixar o nivel.
E mesmo assim vou continuar te respeitando.
Uma boa tarde!!!!
vcfazobr em 20 de julho de 2008 às 20h46
vcfazobr,
acho que a Jade não quis criticar você, ela é dessas estranhas pessoas que acreditam que o objeto do artigo foi o mesmo quem escreveu o artigo. imagino aqui com meus botões que a "puta" em questão é a própria MM. não? você a conhece? é algo pessoal e estou me intrometendo?
será que, na verdade, ela está chamando o Henrique de "puta"? Acho que ele não vai gostar... ou a mim?
da parte das pessoas razoáveis, aposto, sem medo, que todos entendemos o que você disse com "bumbum pra todo mundo". eu ao menos entendi que você dizia: uns com tantos e outros com tão pouco.
aproveito pra dizer que, se houver distribuição dos glúteos fartíssimos de MM, estou na fila segurando minha senha.
abraços e não se chateie...
prill em 21 de julho de 2008 às 01h49
Juro que ainda não entendi o porque desta matéria no obvious...
Cap Help em 21 de julho de 2008 às 04h38
prill em 21 de julho de 2008 às 15h30
eu não sei o que é pior .... o que ela é ou o que ela faz?
[pM] em 21 de julho de 2008 às 19h07
ai pior que quanto mais mostra mais fica melhor pra ela,mais tem pessoas que fazem isso por querer como ela,quanto mais ela mostra o traseiro para os outros ela se enche,acha que esta se valorizando mais mais eu acho que as mulheres hoje em dia se tornaram mais vulgares ass:andre
andre em 21 de julho de 2008 às 20h30
Como mulher acho lamentável que algumas mulheres se submetam a ganhar fama dessa forma... sem talento, sem mostrar quem é... ninguém nem sabe o nome da menina, ninguém nem lembra da voz ou da música da fulana. Ela é simplesmente um traseiro e nada mais... Isso pra mim é muito triste mesmo.
Paula em 22 de julho de 2008 às 03h31
prill
obrigada pela gentileza, acho que não é nada pessoal,bem....pelo menos não conheço.
Fique tranquilo isso é normal, penso diferente e defendo minhas convicções com argumentações,porem alguns por falta de argumentos utilizam palavrorios como defesa, palavras essas que não existem em meu dicionario, pq estou no mundo para adquirir conhecimento e não para ofender quem quer que seja.
bjs...bye!!!
vcfazobr em 22 de julho de 2008 às 08h24
acho um absurdo dizer que andressa não tem talento...
é um grande desconhecimento e/ou desprezo por uma cultura cujas prioridades não são as mesmas da (suposta) intelligentsia.
o funk carioca prima por outros símbolos, outras essencialidades e outras importâncias. mas penso ser natural que o preconceito corroa; mais natural ainda que deixe revelar somente a hipocrisia - principalmente uma de tipo sexual - e a lavação de mãos da (novamente, suposta) elite intelectual que olha pra tudo e acredita não ser também fundadora.
o talento de andressa é levar seus glúteos pruns desafios gravitacionais, e o faz muito bem: tem ritmo, cadência, presença e condicionamento físico. são fatos. o resto é distribuido entre a burrice e o recalque dessa plateia com pedras na mão.
prill em 22 de julho de 2008 às 16h39
olha Prill, eu preciso ser sincero contigo: eu detesto funk, e considero esse estilo "musical" o fim da picada. Eu abomino a banalização do sexo da maneira como o funk banaliza, detesto aquelas batidas pobres e o ritmo bagaceiro. Se você considera as pessoas que pensam como eu como "elite intelectual que se acha e blablabla" eu vo te dizer uma coisa: gosto é gosto, sem discução. Não gosto de funk, sou contra uma mulher se expôr como ela se expõe, acho que ela deveria se dar um pouco mais de respeito, por que quando alguém a julga como "objeto sexual ela deve ficar chateada, sem perceber que quem começou com isso foi ela mesma.
" ...burrice e o recalque dessa plateia com pedras na mão."
acho que usando a palavra burrice você quer dizer que quem não gosta dela, ou do que ela faz, deve ser considerado burro, o que sabemos que não é verdade ... e a palavra recalque nos parece sinônimo de inveja ... concordo com você que deve haver mulheres bem recalcadas ... mas e os homens que a menosprezão?
[pM] em 23 de julho de 2008 às 02h04
caro pM
vamos às coisas:
não acho problemático que não se goste de funk, não é nem de longe essa a questão. e sim, gosto se discute, lógico que se discute, imagina. se não se discute, pegamos uma carabina e atiramos na estética, tudo é relativo, nenhum conceito musical precisa mais existir, e você simplesmente deixa lá os caras ouvindo... funk, que não, aparentemente não é música.
o que eu quis dizer não é que burro é quem não gosta de funk; burro é quem ignora que ele tem um peso, que é uma cultura e que diz respeito a uma deficiência crônica no pacote saneamento básico, saúde, educação e segurança. compreende isso? o peso do movimento funk (movimento) é esse: não importa o quanto um grupo de pessoas possa estar num estado completo de penúria; dali vai sair algo que tente sobrepujar a realidade como acontece em qualquer sociedade ou grupo social. sobre-realidade: arte? sim, eles se movimentam no mesmo sentido de emergência de arte, mas não preenchem requisitos básicos DA ESTÉTICA (que tem norma) pra ser arte.
burrice é achar que o funk nasceu duma vontade coletiva de ouvir, propositalmente, algo que não é propriamente música, mas batida. burrice é eu sentar aqui, escrever isso e dizer que "eles são vulgares, elas são vulgares" como se estivesse falando de extraterrestres e não de caras que moram aqui do lado da minha casa e andam na mesma calçada que eu, nas mesmas rodas de conversa e na mesma igreja que eu.
enfim, pM, funk "é nóis", não eles. aquilo ali também fala de você mas... burrice é pensar que não.
falei da coisa da sobre-realidade. qual a realidade da periferia? dê uma andada pela zona portuária do Rio de Janeiro (ha outros lugares, lógico) e você pode ver um menino morto na passarela, ou uns quase vivos cheirando cola. você pode ver um bocado de fome, fuzis pra fora das janelas e calcinhas custando 1 real. comida é o preço de sempre, mas a qualidade menor.
a hostilidade do ambiente tá de mãos dadas com a liberação sexual e a vida contemporânea que a elite aventa por aí (porque os caras vêem tv, ora) mais uma série de milhões de fatores obscuros , é igual à necessidade de apego ao essencial. sexo e violência. ambos são a sobre-realidade, a possibilidade de saída, transcedência. o que acha?
não é questão de gostar ou não, é um assunto complexo que já não é mais coisa da periferia. ouve-se (e se produz) funk carioca no Japão. e na Barra da Tijuca e em Miami. caro pM, é som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado. é endêmico, é humano e identificável. é fenômeno social.
menosprezam, desprezam e os consultórios de psicanálise entopem: recalque.
há de se compreender a coisa primeiro, e há de se saber se você quer combatê-la ou perpetuá-la e há de saber se temos direito de querer que tenha fim. por que?
bem, escrevi demais, preciso parar.
um abraço
prill em 23 de julho de 2008 às 14h18
Como alguem disse ai em cima.. gosto não se discute. Acho que para cada tipo de show existe um público, e cada um admira o que gosta e isso tem de ser respeitado. Mas no caso desta matéria, sinto como se estivesse entrado na sala de cinema errada, tenho a opção de sair ou ver a pelicula para não perder o ingresso... Mas no caso da matéria em questao, incluindo a discussão, ambas não se enquadram no Obvius pelo meu ponto de vista. Não gostaria de ve-lo mudando de estilo, eu não vou alterar o meu gosto nem ver o resto do filme.. vou é sair da sala... comer uma pipoca enquanto aguardo a proxima sessão do filme que quero realmente ver...
Cap Help em 23 de julho de 2008 às 18h17
Cap Help,
é uma pena que você tenha simplesmente ignorado que o foco maior é o trabalho maravilhoso do Henrique Monteiro.
e se o talento dele não te parece suficiente para merecer aqui um espaço, só posso lamentar a falta de tino e a erudição vomitante.
prill em 23 de julho de 2008 às 19h40
andressa,vace e muito bacana,mais precisa ser mais simpatica
beijos de uma fa que te adora,aline
aline em 23 de julho de 2008 às 20h24
Um blog com tanta bagagem e conteúdo ótimos de cultura e arte como o Obvious, deixando-se fazer mal uso como este post ínfimo fez, perderá a visita daqueles que ainda procuram um bom texto que diga sobre algo interessante. Lamentável.
Felipe Morais em 23 de julho de 2008 às 20h44
Vejo que as coisas andam animadas por aqui :)
Só para dizer que a quebra da monotonia nos comentários de um post, seja qual for o tópico, é de assinalar: sinal que o povo está vivo e mexe (como a bunda da andressa, como ex).
Quanto à rúbrica em si: a intenção original seria promover e destacar a mulher na forma da caricatura (que como já devem ter desconfiado, é o meu ramo profissional), precisamente porque ao longo da minha (ainda curta, cof) carreira, 90% das carantonhas que sou obrigado a desenhar, num acto involuntariamente machista, são masculinas. Depois surge a Prill, e, com a sua escrita viva e indomável que vocês já bem conhecem, a rúbrica ganha uma nova dimensão e rumo, como é facilmente perceptível.
Esse rumo será criticável,e ainda bem. Acabaria amanhã se não o fosse.
Lendo os comentários, e sobre a mulher melancia (fruto que muito aprecio, aliás), reparo que essa espécie de "tirania (pseudo-)intelectual" é aplicada por todos nós, todos os dias e em qualquer parte do mundo. É normalíssimo não gostarmos de um certo personagem pelo seu grau de cultura, pela sua expressão física um tanto "desadequada", ou simplesmente porque está no local errado, no tempo incorrecto, a destacar-se em algo errático. Isso é mau mas não é condenável porque faz parte do cenário.
Ninguém tem o direito de não gostar da Guernica de Picasso e toda a gente tem a obrigação de condenar a melancia da Andressa.
Isso não me choca. Eu sou cúmplice. E aplicando essa regra: é aceitável não se gostar da caricatura da dita, mas é absolutamente proibido não se gostar do óptimo texto da Prill ;)
Abraço a todos.
Henrique em 23 de julho de 2008 às 22h41
Só para deixar bem claro..rs
A caricatura é ótima e o texto então... como sempre !
Não entendo o pessoal dizendo que vai deixar o blog por causa disso...
Não aprecio nem um pouco a dita melancia...rs... não aprecio seu estilo e não acho louvável esse tipo de fama. Opinião minha... Mas respeito sempre o que os "outros" pensam.
Agora vamos parar com isso pessoal...rs... que fique a melancia de lado e vamos voltar ao abacaxi de sempre...
Beijos !
Paula em 24 de julho de 2008 às 03h37
Querida prill, não ignorei.. isolei é o termo correto. Assim o fiz para evitar de respingar no trabalho do Henrique que é tão maravilhoso que dispensa qualquer texto ou legenda. Com maestria, apesar da forte alteração estética, sua caricatura modela de forma simples, agradavelmente bem humorada e simpática as pessoas notórias do cotidiano nos proporcionando sorrisos num mundo extremamente conturbado. Falta de tino é ser grosseiro(a) no trato com as pessoas porque não compartilham das suas ideias e ou opinioes. Talvez substituindo um pouco desse vocabulário que me parece se orgulhar tanto, por um mínimo de fineza, será de um enriquecimento extremo como um ser humano. A propósito Henrique.... voce também escreve bem pra caramba... se for o caso assuma o posto... Abraço a todos.
Cap Help em 24 de julho de 2008 às 04h41
O Obvious sempre teve posts com rabos, maminhas e muitas outras coisas 'ligeiras', incluindo fotografias que eu acho pirosas de tipos com pinta de garanhões. Nunca se gerou esta discussão, nunca ninguém achou que estivessem a mais. Sobretudo, acho que sempre houve espaço aqui para discutir tudo o que são fenómenos da cultura contemporânea (digo cultura em sentido abrangente - aquilo que vivemos e em que vivemos no nosso dia-a-dia). Não me importa a (pseudo-)dignidade dos temas, mas sim que sejam tratados de forma inteligente, como é o caso deste post, no texto e na imagem.
Como dizia o Oscar Wilde no Retrato de Dorian Gray: "Não existem livros morais nem livros imorais. Os livros são bem escritos, ou mal escritos. É tudo."
tajana em 24 de julho de 2008 às 10h06
Ah! Os "ratings"...o q n se faz por eles! (n tirando o mérito ao cartoonista q foi apanhado na onda)
Quais PTBlogs!...
Não é impunemente que se goram as expectativas de uma vasta e assídua audiência como se está(se começa) a ver.
Alguém dizia, n me recordo de quem, e n exactamente nestas palavras, q uma obra quando é publicada deixa de pertencer ao autor, pq o público inteargindo com ela, a modifica e se apropria dela, e q, já agora, só nessa altura ela tem verdadeiramente existência. Penso q se pode generalizar aos blogs.
3A em 24 de julho de 2008 às 11h26
Essa dupla Prill e Henrique ainda dará muito o que falar.
Afinados não apenas no trato do novo projeto, como também na condução da excelente discussão aqui promovida (e ainda ousam dizer que a dita personagem com a alcunha de melancia é desiteressante. recordo-me de poucos artigos aqui apresentados com tanta repercussão. oxalá ela não ser sinal de "vanguarda", como foram tantos grande mestres cultuados pela erudição, e da mesma forma condenados em seus contextos. o que seria dito de nossa hoje aclamada cultura erudita se a abundância da mulher se tornar um novo marco?).
Para mim vale saber que o Obvious continua com seu olhar mais demorado sobre os mais diversos temas e culturas, e, por assim ser, nos agracia com uma dupla tão harmonica como uma peça sinfônica ou batida de funk.
E por isso volto sempre.
rafael em 24 de julho de 2008 às 12h19
Prill, o teu comentário/resposta a pM em 23/7 às 14h18: confirmo que sou tua FÃ :D
são em 24 de julho de 2008 às 14h24
acho engraçado o drama... "gorar as expectativas de uma vasta audiência" :) Vamos tentar manter opiniões pessoais em perspectiva! é de salutar que certas pessoas gostem de umas coisas e deteste outras. Creio que é a diversidade de assuntos que justifica o retorno e participação das pessoas que, como se pode ver, está cada vez melhor. Pessoalmente, fico muito satisfeito em poder ver este género de interação... uns contra, outros a favor e outros ainda somente interessados na confusão.
bjr em 24 de julho de 2008 às 18h01
Muito bom mesmo... ótimo texto..
Adorei a "crítica"..
Rodrigo Seco em 24 de julho de 2008 às 18h52
Drama?!!! Neste momento e contexto nenhum, só se for vosso...
Porém, tudo tem um passado, um presente e um futuro, e é interessante a análise do detalhe à luz desta perspectiva; aliás só assim se justifica! - o detalhe, já agora, n é este post, mas este instante na vida do blog
Quanta à "...vasta audiência", será engano meu, mas n é a vossa bandeira?
3A em 25 de julho de 2008 às 10h04
3A, pelas variáveis que eu posso analisar (e são muitas), as coisas nunca estiveram melhor :) Como disse, creio que essa tendência também se deve à troca de opiniões e comentários que refletem as opiniões das diversas pessoas. Todo este feedback, por um lado, permite ir afinando alguns aspectos, nomeadamente conteúdo e interesse dos leitores. Fico satisfeito de pela sua assiduidade e comentários, são sempre bem vindos :)
bjr em 25 de julho de 2008 às 16h53
oii!!!!
será que vc pode fazer a caricatura da Maria Rita ao lado da Elis Regina , seria interessante
bjs ...bye!!!
vcfazobr em 25 de julho de 2008 às 18h30
Só vou comentar pra dizer que alguns dos comentários que aqui deixaram são completamente ridículos e estúpidos. Lamentavelmente ainda ha pessoas que vivem na idade média, no tempo da inquisição talvez, e que querem impôr aos outros a sua moral que julgam ser a única verdade. É exactamente o que faz a América de George w. Bush e é a mesma atitude intolerante onde nascem os fanatismos religiosos. Todos os males do mundo tem a origem em alguém que quer fazer prevalecer a sua moral sobre a dos outros porque a julga melhor.
Então mas alguém vos pediu pra julgarem Andressa? Quem julgam que são pra o fazerem? E qual é o problema de passar isso aqui? quem não gosta não come... Por que não falam antes da caricatura que é o que está em causa? Então eu falo já que mais ninguém o faz:
o caricaturista é bom, o desenho está parecido e bem feito mas a ideia de por Andressa em cima de uma talhada de melancia é fraca, reveladora de pouca imaginação. Já o texto é muito bom e como alguém disse lá em cima "não é moral nem imoral, apenas bem escrito".
Parabéns e continuem, não deem ouvidos às vozes de burro dos moralistas que zurram na blogosfera. São todos uns recalcados como alguem tb disse
Ricardo Cecílio em 25 de julho de 2008 às 23h45
Tenho obrigatóriamente de repetir o que já foi escrito mais vezes aqui do que pevides tem uma melancia: o trabalho do Henrique é um "Su" e com as legendas da Prill transforma-se em "Su"-perior ou "Su"-cesso ou "Su"-ruru. É só escolher um dos três ou usá-los juntos no shaker.
Quanto à menina, Andressa de seu nome, admiro-lhe os dotes giratórios e ondulantes, dificeis sem dúvida (se duvidam tentem vocês próprios(as)), e o ritmo certinho ou aleatório conforme manda o Funk.
Não consigo entender a critica de usar a bunda para ganhar dinheiro. O Ronaldinho não usa os pés? O Roberto Carlos não usava a voz? o John Holmes não usava o... bem... chega de exemplos!
Continuem o bom trabalho e obrigado por partilharem (Óbviamente agradeço ao Henrique, à Prill e à Andressa:).
MG em 26 de julho de 2008 às 12h28
prill:
concordo com vc: gosto se discuti, mas só até seus argumentos afetarem alguma pessoa ... a partir do momento que vc disse que pessoas que não gostam de funk tem seis pedras na mão e os chama de recalcados ... acho que voce deveria pelo menos ter usado palavras menos ofencivas ....
sobre a realidade e o mundo contemporâneo onde vivemos: concordo contigo, aqui no rio grande do sul tem muito disso .... prostituição infantil, menino cheirando crack na rua e etc etc etc, tirandos os fuzis que por enquanto ainda estamos livres. Acho que "o poeta vai onde o povo esta", porém levar essa realidade através de música e televisão (meios de comunicação onde crianças, procurando uma base de educação, assistem) é pouco saudável. Vou te dar dois exemplos ok? saiu no folha de são paulo, que uma colunista diz estar no metro e ter visto uma menina com seis anos, acompanhada da avó, dançar no ferro do metro, por que viu aquilo na televisão, e para ela aquilo era normal .... ela não sabe o quanto de erotismo e pornografia existe no que fazia ... vc esta entendo o por que sou contra o funck? e o outro exemplo é todo mundo achar engraçadinho quando minha subrinha dança o "créu" .... porra, desde quando uma menina de três anos sabe o que esta fazendo?
e sobre o que o Rucardo Cecilio faloou, que tenho certeza ter sido pra mim:
não vivo na idade média, e sou muito mais libertário do que vc imagina, tanto que sou homossexual assumido e não tenho vergonha do que sou .... só acho que a banalização do sexo da maneira como anda vai acabar dando merda mesmo .... poxa, hoje em dia as crianças não tem nem um terço da inocência que eu tinha quando pequeno (e eu só tenho 18 anos) .... então é isso, não pense que sou um texano valentão .... sou totalmente libertário, acho que cada um faz o que lhe da mais rpazer de viver ... só acho que as vezes devíamos pensar um pouco mais no que deixamos ir para grandes meios de comunicação no qual crianças tem acesso ...
continuo dizendo cara prill: funck é "algo" que tem raízes, na minha opinião, impróprias para terem se espalhado como se espalharam ... sinceramente, você pode me dizer qualquer coisa, mas essa minha opinião não muda.
[pM] em 27 de julho de 2008 às 03h50
Pois,...palavras para quê, se os números estão certos...
3A em 28 de julho de 2008 às 11h36
Cara, teu blog é muito bom!
Mas, na moral, comparar Suzana Alves, que tinha um dos corpos mais perfeitos que eu já vi com a Mulher melancia, que é não só gorda, mas beirando a obesidade é demais :P
hahahahahahha
beijos
Biani Luna em 29 de julho de 2008 às 01h47
Não falei para ninguém em especial mas cada um se queixa onde lhe doi... Acho graça a essas pessoas que apontam o dedo a pornografia, parecem uma brigada dos bons costumes mas andam sempre por lá a ver escondidas. Por que vem ver então? São recalcados, traumatizados ou mal amados, não suportam ver os outros felizes.
Não se resolve nada escondendo, afinal a pornografia sempre existiu e existirá desde que o mundo é mundo. A solução é educar e informar e não esconder que é o que os moralistas sempre fazem. As crianças tem acesso aos meios de comunicação? Ah pois tem mas se forem informadas e acompanhadas pelos adultos não ha problema. O problema é que os adultos são hipócritas, não explicam e se demitem do seu papel mas depois vem pra aqui de dedo estendido a gritar "pornografia"!
Ricardo Cecílio em 29 de julho de 2008 às 23h12
Ricardo, também é muito fácil apontar o dedo e dizer: moralistas hipócritas!
a banalização do sexo e da pornografia tem efeitos negativos na nossa sociedade. Não tenho nada contra, tenho pornografias em casa e sempre me dei muito bem com esse tema, o problema é quando você dá a crianças, que não entendem nada do mundo, livre acesso a esses materiais. Não faço parte de uma brigada dos bons costumes ... só acho que, ensinando as crianças no seu devido momento a educação sexual, explicando à eles que é algo natural e saudável, tudo tranquilo. Você diz que elas precisam ser acompanhadas por adultos, mas me diga, você quer que eu começe a ensinar à minha subrinha de três anos como nascem os bebês? você quer que eu mostre à ela que é natural sentir tesão por alguém? ... não esta na hora, e só vai estar na hora quando ela entrar na puberdade, quanto ela começar a perceber seus desejos sexuais.
Concordo com você: esconder não adianta, só incentiva mais, porém, NENHUMA criança de oito ou nove anos tem algum interesse REAL pelo sexo oposto ... o que ja é bem diferente dos dias de hoje, onde você vê um menino de lá seus oito anos tirando foto com um celular V3 duma capa de uma revista playboy que viu na banca em frente ao museu santander de Porto Alegre (eu vi essa cena este fim de semana) ... você acha que esse garoto sabe o que é masturbação? .. é óbvio que não, mas o lugar onde ele vive o diz que é legal, que é bonito fazer aquilo que faz ...
[pM] em 30 de julho de 2008 às 01h28
Andressa quero te fazer uma pergunta:
Qual é o site que eu encontro aquele jogo das velocidades???
Mylena em 8 de agosto de 2008 às 00h28
O Henrique Monteiro tem um traço excelente. É um grande desenhista! Já a dona melancia que me perdôe. Aquela anomalia não é arte. não é bonito nem é erótico. Eu gosto de bunda, mas aquela moça, coitada...
Abraços.
Helio Jenné em 8 de agosto de 2008 às 12h09
luana em 23 de agosto de 2008 às 00h21
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