Spencer Tunick, o fotógrafo das multidões nuas

Desde 1992 que Spencer Tunick documenta a nudez de multidões. As suas instalações consistem de dezenas ou mesmo centenas de figurantes voluntários que posam em locais públicos; sendo as fotografias um documentário do evento em si.

A massa de indivíduos sem suas roupas, agrupado num qualquer cenário,da-lhe um significado completamente completamente diferente. Segundo o autor, esse grupo de pessoas torna-se uma abstracção que desafia e reconfigura a nossa visão da nudez e da própria privacidade.




Spencer Tunick
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11 comentários
Já não tenho pachorra para este Tunnick.
Em 16 anos não conseguiu ter mais nenhuma ideia original?
Luís Bonifácio em 12 de julho de 2008 às 19h25
Respeito ele, mas pra mim não passa de um punheteiro que nunca conseguiu participar de uma orgia como gostaria... Então se entregou a essa "arte" para suprir esse desejo rsrsrs.
Marcos em 12 de julho de 2008 às 21h35
@Luís Bonifácio
Não é o facto de ter ideias originais ou não, é uma especialização.
Também há fotógrafos da National Geographic que se dedicam a fotografar culturas, ou certos animais.
No entanto, a arte de Tunnick não se encontra no nú em si, mas sim no ambiente em que este está e a forma como é inserido.
Pense um pouco nas suas fotos de férias... Qual a inovação?
Cumprimentos
Hugo S. em 12 de julho de 2008 às 22h21
Adorei seu blog, acho o Tunnick é uma especie de Nelson Rodrigues das
Fotografias.
Muito sucesso pra vc!!!
bye!!
vcfazbr em 12 de julho de 2008 às 23h40
Não me parece que faça sentido comparar fotos de férias a uma proposta artística, no que ao nível de exigência diz respeito.
Mas concordo que o Tunick pode passar a vida toda a fazer o mesmo, desde que nesse processo consiga manter algum tipo de evolução, de aprofundamento, não sei bem como chamar-lhe. Há artistas que passam décadas com um único tema, obsessivamente. Não sei quantos anos passou o Mondrian a pintar quadradinhos às cores, por exemplo :)
Se há dois temas que a arte ocidental tem tratado de forma permanente, são o nu e a cidade. Nesse sentido, todos temos sido voyeurs envergonhados, a olhar as maminhas das madonnas e os infernos medievais, desejosos de participar em algum tipo de orgia e de nos apropriarmos do espaço público à margem das convenções. Mais que as fotos, que são apenas documentos, é a faceta performativa da obra do Tunick que me parece interessante. Para cada uma das pessoas que participa, seguramente não se trata de um trabalho repetitivo. Estar nu em público, na rua, é enfrentar um dos medos mais enraizados que temos (quem nunca teve esse pesadelo?), e imagino que muito libertador.
Não conheço a fotografia dele o suficiente para fazer juízos fundamentados - só aquilo que as TVs, jornais e blogs decidem que vale a pena contar. Acho que tem à partida a desvantagem de ser inseparável de duas coisas que podem ser sempre usadas de forma oportunista - o nu (para mais, em público) e a espectacularidade mediática.
tajana em 13 de julho de 2008 às 12h59
apesar de não concordamos nisso, respeito seu conceito.
Embora ele faça uma arte interessante,não consigo vê-lo fazendo uma Arte profunda ,vejo superficialidade.
Quando olho a série Banhistas de Renoir ,sinto sensibilidade , elegância ,sensualidade.
quando olho para Tunick vejo agressividade,um desejo de chocar ( provocar impacto),desculpe discordar de vc nisso,mas pra mim é uma forma de induzir a uma depravação coletiva , por isso que usei a comparação.
porém não conheço todas as fotos dele ,então um dia posso até mudar de ideia.
vcfazobr em 13 de julho de 2008 às 15h28
He he... bom, nunca vi nenhuma depravação nas fotos do Tunick - são simples corpos nus. O que acontece depois (ou antes), acontece apenas na cabeça de quem vê a imagem. Já se perguntou o que fazia Renoir com as modelos que posavam como banhistas, quando acabavam a sessão?
Não sei se é uma arte profunda, e não peço que seja elegante nem delicada. A mim nunca me despertou suficientemente a atenção para procurar outras coisas dele, por exemplo. E em algumas destas fotos há uma coisa que me impede de frui-las como imagens eróticas, ainda que o quisesse: não consigo ver um grupo de corpos nus amontoado sem me virem à cabeça os campos de concentração.
tajana em 13 de julho de 2008 às 18h02
rsrsrsr....
Vc tá certo em uma coisa campos de concentração,nada é mais desumano do que isso.
mas se tem várias pessoas nuas ali(depravação coletiva), não deve ter nenhuma libido,não é ?
eu sou a unica pessoa que não quer se libertar da Hipocrisia, prefiro ser uma Vênus de Milo entre quatro paredes do que ser um Tunick ao ar livre.
Vamos fazer uma coisa vamos deixar pra lá ...
pq se continuarmos vamos longe, somos 2 cabeças duras e não vamos mudar o que pensamos sem uma forte argumentação.
bye!!!!
vcfazbr em 13 de julho de 2008 às 21h18
Eu não vi nada de apelativo, ou mesmo erótico, nas fotografias. Ademais, achei-as muito bonitas e bem feitas, quase alcançando meu "fotógrafo de gente nua" preferido, o Greg Fiedler. De qualquer forma, vejo nessa polêmica, nesse choque causado pelas imagens, um sinal do poder dessas fotografias, até mesmo do poder simbólico da nudez: a gente não consegue olhar para ela sem remeter à sensualidade e, quando a imagem à sensualidade não faz jus, sobra apenas o choque.
Mas estou devagando demais, e provavelmente falando alguma besteira e não interpretando justamente meus "opositores". Desculpem, é o sono :)
Boa noite e, novamente, parabéns pelo blog!
Adam Victor Nazareth Brandizzi em 17 de julho de 2008 às 06h43
não nada é besteira são interpretações diferentes,
e admiro quem tem opinião propria.
é por isso que virei fã de seu blog ,porem serei mais calada rsrsrs...
vcfazbr em 18 de julho de 2008 às 08h49
Como eu nunca tinha visto o trabalho do indivíduo, eu achei interessante e um tanto ousada! Quem hoje consegue reunir tantas pessoas pra tirar uma fotografia? E além do mais,nus...
Emanuel S. em 26 de julho de 2008 às 03h22
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