Sempé e a grandiloquência de um sorriso leve

Publicado em bd / hq por prill em 20 out 2008 | 6 comentários

Jean Jacques Sempe desenhos Goscinny cartoon

As gravuras de Sempé são sempre reconhecíveis, não por umas extravagâncias, não por um tracejado inimaginável ou por denúncias políticas incendiárias; os desenhos são logo identificáveis pela leveza dos traços, a suavidade das cores e os temas que levam à contemplação demorada e que extraem pequenos, mas duradouros sorrisos.

Jean Jacques Sempé nasceu no ano de de 1932, em Bordeaux e nunca foi o melhor exemplo de criança portando-se sempre muito mal até que, na adolescência, fora expulso do colégio. Aos 18 anos, seguindo a estrada da não formalidade que iniciara na educação, lançou-se nos mais diversos trabalhos, como o de negociante de vinhos e instrutor numa colônia de férias. Isso ao mesmo tempo que cumpria seu serviços militares em Paris.

Jean Jacques Sempe desenhos Goscinny cartoon

Começou a fazer seus primeiros desenhos na década de 50, para jornais da região e revistas pouco expressivas mas, do encontro com René Goscinny, um dos criadores de Asterix, as coisas mudariam um pouco. Juntos, Sempé e Goscinny dariam vida à série Le Petit Nicolas; a história de um menino de sete anos e suas aventuras na escola. Em seguida A Ascenção social do Senhor Lambert seria um dos primeiros romances gráficos já feitos.

Jean Jacques Sempe desenhos Goscinny cartoon

As cores “mudas” nos doces cartoons de Sempé viraram, anos depois, colaborações regulares para o Paris-Match, para o The New York Times e para o The New Yorquer; esses grandes veículos ajudariam a proliferar as cenas (algumas absurdas) do cotidiano visto pelo autor, com crianças, animais e amores felizes, outros nem tanto. Assim, entre eufóricos e melancólicos sentimentos, as centenas de milhares de cartoons de Jean Jacques Sempé preenchem os sentidos de sorrisos longos e pensativos.

Jean Jacques Sempe desenhos Goscinny cartoon

Jean Jacques Sempe desenhos Goscinny cartoon

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6 comentários

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Vi pela primeira vez o Petit Nicolas em 1972.

Foi uma revelação...desenhos simples, conteúdo simples e um sorriso duradouro.

Digo eu...

Saloio em 20 de outubro de 2008

Ah, eu adoro o Petit Nicolas, com toda aquela felicidade tonta da infância.

tajana em 20 de outubro de 2008

Olá,

O traço aparentemente simples, a fluidez do desenho e a unidade da cena, em conjunto com um humor que nos faz sorrir com sinceridade, é sempre uma boa experiência.

Cumprimentos,

José

José em 23 de outubro de 2008

soube-me bem ler o teu comentário tajana... "aquela felicidade tonta de infância"... que bom que era e quão o apreciamos hoje.

bjr em 23 de outubro de 2008

meus amigos,
acabo de ver no jornal que está para lançar o filme do Petit Nicolas. Maravilha! para quem, como eu, não está sabendo, segue o link. beijos
http://www.lefigaro.fr/cinema/2008/10/16/03002-20081016ARTFIG00014-le-visage-du-petit-nicolas-au-cinema-.php

prill em 31 de outubro de 2008

me pienso a un otro franceis...

lys tendresse em 15 de abril de 2009

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