iwo jima

Publicado em fotografia por bjr em 29 dez 2008 12:26 PM | 6 comentários

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Joe Rosenthal - rising the flag

Quando teve início a guerra com o Japão, nenhum estratega americano imaginou que uma pequena ilha vulcânica, perdida no meio do oceano pacífico, seria palco de uma batalha decisiva na história desse conflito. Iwo Jima, cujo nome em japonês significa "ilha de enxofre", é uma pequena ilha com apenas 21 km2, em que a vertente sul é dominada pelo monte Suribachi, com cerca de 160m de altura.

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Iwo Jima

A determinação de ambos os lados era elevada devido ao posicionamento estratégico que a ilha ocupava no teatro de guerra. Com a conquista de Iwo Jima, os americanos poderiam utilizar a ilha para lançar ataques aéreos directos ao Japão e também acabariam com os pré-avisos que as forças japonesas emitiam sempre que os bombardeiros ai passavam rumo ao território imperial.

Tomar a ilha não seria fácil e as forças norte-americanas já esperavam que os soldados japoneses oferecessem uma violenta resistência. As praias de areia negra eram uma resistência natural à rápida progressão das tropas em desembarque e, enquanto não conseguissem tomar o monte Suribachi, os norte-americanos permaneceriam extremamente vulneráveis aos ataques inimigos. O monte era de vital importância, pela sua localização, a elevação oferecia uma vantagem estratégica para quem estivesse no alto: das suas encostas era possível lançar fogo de artilharia para qualquer direcção.

Os Estados Unidos saíram vitoriosos da batalha de Iwo Jima, mas a vitória custou muitas vidas humanas. Do lado americano, o número de mortes foi de cerca de 5.000 e as baixas ultrapassaram os 24 mil homens. Do lado japonês, as perdas foram ainda maiores: cerca de 20 mil japoneses morreram. Os norte-americanos não conseguiram fazer muitos prisioneiros: apenas pouco mais de mil japoneses foram capturados vivos.

Este palco de guerra deu origem a uma das mais famosas fotografias da história, captada por Joe Rosenthal no dia 23 de Fevereiro de 1945. Na verdade, já tinha ocorrido um primeiro hastear de bandeira aquando os fuzileiros americanos tomaram por fim o monte Suribachi. No entanto, foi dada a ordem para proceder a um segundo hastear, com uma bandeira maior. Foi este último momento que ficou imortalizado por Rosenthal.

Esta fotografia rendeu-lhe o prémio pulitzer e ilustrou o patriotismo e determinação da nação americana. As pessoas envolvidas na imagem ficaram também imortalizadas ao verem os seus nomes associados à imagem. Foram eles Franklin Sousley, Harlon Block, Michael Strank (que não sobreviveram até ao final da batalha) John Bradley, Rene Gagnon e Ira Hayes.

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Esta fotografia foi também utilizada no memorial de guerra dos fuzileiros norte-americanos, dedicado a todos os membros desta força que morreram na defesa do pais desde 10 de Novembro de 1775.

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US Marine Corp - Memorial

As forças militares norte americanas ocuparam Iwo Jima até 1968, quando foi finalmente devolvida ao Japão.

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6 comentários

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Lembrando da existência de dois filmes recentes sobre Iwo Jima.
São "Cartas de Iwo Jima" e "A Conquista da Honra". O primeiro reconstrói a história olhando o ponto de vista dos japoneses, a partir de cartas encontradas na ilha. Isso, era inédito. O segundo, basicamente mostra a história da fotografia ilustrada nesse texto (Rising the Flag) e das pessoas envolvidas com ela. Aliás, esse é o único mérito desse segundo filme.

J. F. Mitre em 29 de dezembro de 2008 às 16h54

Se o mérito estético da foto é admirável, vale refletir sobre seu significado. O "segundo hastear" teria sido uma encenação?
Até que ponto deve-se laurear "o patriotismo e determinação da nação americana" que acabaram por carbonizar, incinerar, assassinar, 256.300 almas em Hiroshima e Nagasaki, em sua grande maioria civis? Tudo vale em nome da glória de sua nação?

Eduardo Barros - Vitória/ES em 30 de dezembro de 2008 às 09h53

Mitre e Eduardo, obrigado por comentarem.
Ao escrever o artigo, o que me moveu foi somente a história de uma fotografia que se tornou um símbolo para a nação americana. Não quer dizer que partilhe do sentimento. Obviamente que "laurear" o patriotismo dos americanos não foi o objectivo do artigo, como creio que terá ficado explícito :)
No entanto fascinou-me a forma como uma simples imagem adquire dimensão e se torna num símbolo.

bjr em 30 de dezembro de 2008 às 14h39

É isso de facto JBR. É a força e o impacto da imagem e, mais notadamente, da fotografia que faz história e conta a história. Se procurarmos bem, há muito que é representado através dela. Inclusive, como bem escreveu o Mitre, essa aqui foi o impulso do filme. Achei ótimo, você poderia, em próximos artigos, contar mais histórias das fotografias. :-)

Camila Haase em 4 de janeiro de 2009 às 22h19

Como se sabe dos vencidos não reza a Historia.

Eu em 22 de abril de 2009 às 14h35

pow de mais !

agora fiquei muito interessado no passado americano.

tipo assim de guerra

naldinho em 4 de junho de 2009 às 23h27

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