Os primeiros aviões

A História só lembra os vencedores, aqueles que tiveram sucesso e conheceram a fama. Para trás ficaram os derrotados, mas não só. Também por lá ficaram aqueles que chegaram apenas em segundo lugar, os menos sortudos, os que fizeram opções erradas ou simplesmente os que menos souberam tornar-se conhecidos. Mas todos estes de que não rezam os livros contribuíram certamente com o seu esforço pessoal, tantas vezes decisivo, e fizeram com que as páginas da História fossem viradas com sucesso. Assim é a História da Aviação, uma perigosa e fascinante aventura onde Santos Dumont ou os irmãos Wright não colheram sozinhos os louros.

Embora o famoso voo do irmãos Wright tenha ocorrido apenas no início do século XX, podemos situar cerca de cem anos antes o ponto de partida da aviação moderna. O inglês John Strinfellow, por exemplo, foi um verdadeiro precursor. Em 1848 voou uma pequena distância num engenho mais pesado que o ar concebido e construído por ele próprio e por outro inventor, William Samuel Henson. Chamaram à sua invenção Aerial Steam Carriage, isto é, "carro voador a vapor", uma vez que era movido por uma máquina a vapor. Dispunha já da maior parte das características dos modernos aviões, como hélices, fuselagem, trem de aterragem e controlo através de lemes direccionais mas tinha grande dificuldade em elevar-se no ar. Não teve sucesso.

Alguns anos depois, em 1856, Jean-Marie Le Bris escolheu uma fonte de energia mais convencional para elevar no ar o seu engenho: em vez de cavalos-vapor escolheu... um cavalo. Isso mesmo. O animal a galope puxava o "Albatroz" - assim se chamava o seu invento - como se tratasse de um papagaio de papel. O esforço foi vão. Le Bris apostou no cavalo errado e teve pouco futuro, obviamente.

A ideia de imitar os pássaros persistia e fez com que os a maioria dos inventores continuassem a desenhar planadores. Foi o que aconteceu com William Paul Butusov, criador de mais um "Albatroz", que devia levantar voo de um carril. O insucesso de mais esta tentativa só serviu para demonstrar a inutilidade deste tipo de engenhos e reforçar a necessidade de optar por máquinas com motor.

O americano Hiram Maxim foi um dos que teve esta convicção. Concentrou-se no factor leveza e projectou um enorme engenho inspirado num papagaio de papel que possua dois potentes motores a vapor. Montado num carril, voou apenas cerca de 500 metros e a experiência ficou por aí mas Maxim tinha demonstrado que era possível erguer do solo um engenho pesado se se conseguisse um motor suficientemente potente. Estávamos em 1894.

A importância de Horatio Philips foi grande, pois foi o primeiro a pôr em prática as teorias aerodinâmicas que ainda hoje fazem com que os aviões voem: a diferença de pressão entre a superfície inferior e superior de uma asa. Após duas tentativas menos bem sucedidas, desenhou um "avião" com 20 pequenas asas e uma hélice, que chegou a erguer-se do solo em 1904.

A moda das asas múltiplas parecia ter vindo para ficar. Em 1921, o italiano Gianni Caproni desenhou um hidroavião fantástico para a época: nove asas e oito motores. Chamou-lhe Transaero. Voou uma vez.

Mas os admiradores dos pássaros continuaram fieis aos planadores, como George White, que em 1930 inventou esta bizarra e elegante passarola. Desconhecemos se o engenho chegou alguma vez a funcionar.
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40 comentários
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"Assim é a História da Aviação, uma perigosa e fascinante aventura onde os irmãos Wright não colheram sozinhos os louros."
Vale lembrar que os irmãos Wright não conseguiam tirar o avião do chão por conta própria. Eles catapultavam o aeroplano. E nos seus vôos públicos era isso que faziam.
O primeiro homem a levantar vôo, voar e pousar por conta própria foi o brasileiro Santos Dumont, aclamado por especialistas do mundo inteiro como o primeiro homem a fazer um vôo bem sucedido em um avião.
Fabio Alves em 9 de dezembro de 2008

Excelente artigo. Muito interessante
Lem em 9 de dezembro de 2008

Realmente, um texto sobre aviação, em português, ignorar Santos Dumont, sem patriotadas, é o meio lamentável. Ninguém tira o mérito dos Wright nem de ninguém, mas negar o de S. D., ignorá-lo, é chato.
david em 9 de dezembro de 2008

Precisamente, Fábio. Bem lembrado. Muito obrigado pelo seu comentário
Rita em 9 de dezembro de 2008

David, a ideia era falar sobre aqueles que habitualmente são esquecidos pela História mas que também para ela deram o seu contributo. Não esquecemos os protagonistas de primeiro plano, é certo, mas pretendemos destacar os esquecidos. Também não falámos de Blériot, nem de Gago Coutinho e Sacadura Cabral, nem de Lindbergh...
Rita em 9 de dezembro de 2008

Oi Rita. Aproveito o contato pra dizer que sou fã do Obvious.
Sim, entendi o recorte, mas acho que justamente nesse recorte o velho Alberto caberia. Mas deixa pra lá.
abraço
david em 9 de dezembro de 2008

Que seja, mas lembrou-se dos Wright, que bem sabe-se que são concorrentes diretos sobre o 1º vôo com SD.
O artigo é muito bom, mas faltou a menção.
Assim seguimos!
Guii em 9 de dezembro de 2008

Concordo com o David. Não falar em Santos Dumont é inaceitável. Tudo bem que o artigo era pra lembrar os esquecidos, mas foi falado nos Irmãos Wright, que são, duvidosamente, os patronos da aviação. Eu, como brasileiro, fiquei deveras aborrecido com isso.
Gosto muito do Obvious e por isso,me sinto a vontade em postar minha opinião sobre esse "esquecimento".
Guilherme em 9 de dezembro de 2008

David, Guilherme, Guiii e Fábio... muito obrigado por terem comentado o artigo. É sempre bom poder contar com a opinião de todos. A minha primeira reacção também foi "cadê o Dumont?" :) Já estive desafiando a Rita a escrever uma "parte 2" dos primeiros aviões, incluindo o nome do grande Santos Dumont... vamos ver se ela aceita o convite :) abraço a todos.
bjr em 9 de dezembro de 2008

Eu sei que há essa polémica sobre o primeiro voo em avião. As fontes históricas não são unânimes. Fiz a referência aos irmão Wright de uma forma retórica, querendo dizer que a História também é feita por pessoas que não aparecem na primeira página dos livros. Podia ter feito ao Dumont, é verdade.
Sobre os comentários, não estava à espera de uma atenção tão grande. Já foi bom terem seleccionado um texto meu mas assim, logo na primeira vez, é um óptimo incentivo. Agradeço a todos.
Quanto ao convite do BJr para escrever sobre o Dumont, vou tentar investigar mais sobre ele e fazer um artigo. Será que o Obvious aceita também?
Rita em 9 de dezembro de 2008

Pois é, Rita... Eu não diria que é inaceitável, mas como você citou só um lado da polêmica ficou parecendo mais um artigo americano traduzido para o português.
Os irmãos Wright deram sua contribuição, mas Santos Dumont contruiu o primeiro avião a levantar vôo, voar e pousar por conta própria.
Chamar de pai da aviação é ufanismo, pois a aviação teve muitos pais, mas vamos manter a importância e a magnitude de cada contribuição. Em vez de Santos Dumont e dos Wright (sempre lembrados, nem que seja pela polêmica que os envolve), tem diversos "esquecidos pela História" aí para citar. Que tal escrever aquele segundo artigo, hein? ;-)
Fabio Alves em 9 de dezembro de 2008

Concordo que o Santos Dummont foi o que obteve exito e no final, consagrado o pai da aviação.
Mas outros tem de ter o seu mérito, sua tentativa reconhecida, pelos mais engenhosos (nem sempre de sucesso) aeroplanos. Fazem parte da história.
Se tirassemos o SD, o que ficaria mais em evidencia seriam os irmãos Wright (lembram-se que eles apareceram em um dos episódios do Tom e Jerry - Episódio "O rato voador ou Kitty Hawk Kitty").
E Santos Dumont retratado pelo desenhista Mauricio de Souza (Turma da Mônica - http://www.monica.com.br/mural/dumont.htm)
Parabéns pelo artigo, Rita
Daniel Gomes em 10 de dezembro de 2008

Ao ignorar o "obvious" Santos Dumont, o artigo de Rita Novaes derrapou no conhecimento histórico e não conseguiu decolar, nem com a ajuda dos irmãos Wright!
Otacílio Rodrigues em 10 de dezembro de 2008

É, belas passagens da história da aviação.
Mas não citar Santos Dumont até parece intencional...
Lauro em 10 de dezembro de 2008

Estão a fazer-me comentários muito desagradáveis e injustos pelo facto de não ter feito referência a Santos Dumont. Parece que não entenderam o que escrevi. Não me interessaram os heróis, como já expliquei, mas aqueles que ficaram na sombra. Quando digo que os Wright não colheram os louros sozinhos até estou a diminuir a sua importância com alguma ironia. Mas só se lembram de me criticar por não ter falado de Santos Dumont. Critiquem-me pelo que escrevi e não pelo que não escrevi.
Desculpem-me, mas não tenho vontade de escrever mais nenhum artigo. Agradeço ao Obvious ter publicado este meu texto mas não vou repetir a experiência.
Rita em 10 de dezembro de 2008

Rita, os comentários dos leitores são isso mesmo... comentários. Em qualquer democracia, há quem goste e quem não goste... é um direito. Houve meia duzia de pessoas que mostraram o deu desagrado por nao se falar de Santos Dumont, mas e os outros 10.000 leitores que já leram este artigo e não o comentaram? possivelmente gostaram.
Não me parece justo - para não dizer outra coisa - que te deixes influenciar dessa forma por algumas opiniões menos positivas.
Em suma, quando vem o artigo que inclui o Santos Dumont, Gago Coutinho, Sacadura Cabral ou Lindbergh? :)
bjr em 10 de dezembro de 2008

Oh, é a primeira vez que escrevo assim para tanta gente e sinto-me intimidada. Dez mil leitores? O Obvious tem assim tantos leitores? Que medo que vc me faz, BJr...
Eu sei que os brasileiros são muito patriotas e que têm muito orgulho no Dumont mas este texto NÃO ERA SOBRE ELE, nem sobre os Wright. Era sobre os outros que pouca gente conhece.
Rita em 10 de dezembro de 2008

Rita, eu como brasileiro, digo que sinto orgulho de Santos Dumont.
Mas admiro você, que acabou dando a cara a tapa quando citou outros pioneiros que tiveram o mesmo interesse de SD em criar um meio de transporte que ligasse povos, encurtasse caminhos, sem recorrer a ao próprio Santos Dumont (citá-lo diretamente, é como chover no molhado).
Todos os "menos famosos" tiveram sua parcela na criação deste invento. Somente não são lembrados.
Eu por exemplo, conhecia somente o Santos Dumont e os irmãos Wright. Depois do seu artigo, conheci muito mais.
Já tinha visto essas imagens por ai, mas nunca fui atrás pra saber mais.
Rita, não se deixe abater e escreva mais artigos. Como já foi dito, alguns criticaram, mas muitos entenderam o espirito da coisa. Eu entendi.
Um abraço e força sempre.
Daniel
Daniel Gomes em 11 de dezembro de 2008

Bom, a respeito de tudo e principalmente do comentário do Daniel e o desabafo da autora, não se chove no molhado em história, e em momento algum tive a intenção de desqualificar o seu artigo.
No caso da história das invenções, isso é especialmente válido.
A História é feita de forças. E elas estão sempre em conflito, como vocês devem saber, seja qual for ou não for a materialidade delas. Como no Mundo ou nestes comentários (só comentários?).
Um artigo publicado é uma força. E o dito e o não dito são deveras intencionais.
Falei em 'até parece intencional', por supor justamente que não o é.
Ou seja, você publicou um artigo, você tem força. Por que iria reprimi-la agora que já a possui?
Lauro em 12 de dezembro de 2008

Gostei muito do artigo, sobre os outros "malucos" da aviação..
Mas, o simples fato de existir, em 1906, um prêmio de 3.000 francos instituído em Paris (capital do mundo naquela época) para um vôo de 25 metros, mostra como nunca, até então, tinha-se havido notícia de que alguém houvesse voado em aeroplano motorizado. Santos Dumont em seu estranho aparelho, o 14-bis, alcançou a distância de 60 metros, a uma altura que variava entre 2 e 3 metros.
Em 12 de novembro de 1906, Santos Dumont voltou ao campo de Bagatelle, disposto a ganhar o segundo prêmio, pelo percurso de 100 metros. Não compareceu sozinho. Ali já estavam os (futuramente famosos) aviadores Blériot e Voisin. Santos Dumont cedeu-lhes a vez, mas a máquina de seus concorrentes espinoteou e partiu-se sem desgarrar do chão. Ao cair da tarde, Santos Dumont alçou vôo em seu "14-bis", decolando do chão, percorrendo 220 metros de distância a 6 metros de altura. Conquistou, assim, o prêmio do Aeroclube de França que mandou construir no campo de Bagatelle um monumento registrando este feito histórico, onde se lê até hoje:
AQUI, NO DIA 12 DE NOVEMBRO DE 1906, SOB O CONTROLE DO AEROCLUBE DE FRANÇA, SANTOS DUMONT ESTABELECEU OS PRIMEIROS REGISTROS DE AVIAÇÃO DO MUNDO.
Dúvidas?
Abraços a todos.
Cap_Help em 14 de dezembro de 2008

Vamos e venhamos, não obstante essa chatice dos norte-americanos se atribuirem a invenção do avião, não podemos, por uma questão de justiça, ignorar que os irmãos Raite realizaram uma proeza.
Lançaram de uma catapulta, invenção romana de 2 mil anos, um trenó, que na frente tinha um ventilador e ligado!!!!! De relance,é semelhante ao 14 Bis do Santos Dumont, lembra o verdadeiro avião que para sê-lo precisa, óbviamente e necessariamente ter rodas, além de um motor que o tire do chão, sem o uso do "estilingue".
joão m. santos em 24 de dezembro de 2008

Além do lapso quanto à citação de nosso brasileiro-francês, Santos Dumont, fica também o sentimento de que foi esquecido a importante contribuição dos dirigíveis.
Até o século XVII, existiam apenas balões. Depois deles e antes dos aviões, ainda foram produzidos os dirigíveis, balões que se podiam controlar.
Um dos quase inventores de dirigível foi o (hoje esquecido) paraense (Pará/Brasil) Julio Cezar Ribeiro de Souza[1]. Eu disse quase inventor porque sua experiência terminou em chamas às margens da Baía de Guajará, em frente ao Mercado de Peixe, em Belém/PA. (à época, utilizava-se gás inflamável para tal).
De qualquer forma, parabéns e obrigado pelo artigo leve e resgate das fotos dessa maratona que foi a criação do avião.
[1] http://www.inova.unicamp.br/inventabrasil/julior.htm
Luciano Pinheiro em 7 de janeiro de 2009
bjr em 7 de janeiro de 2009

muito bom
amei a pesquis@.!!!!!!!!!
ingrid em 2 de junho de 2009

Pois é, muitos já postaram seus protestos a respeito da ausência de Alberto Santos Dumont. Venho reafirmar esse protesto por esse esquecimento do sujeito que teve centenas de testemunhas em seu primeiro voo, e também por ser um brasileiro, como eu!
vamos lá gente, Santos Dumont é Brasileiro, logo, fala portugues! Que tenhamos orgulho desse nosso herói não reconhecido.
gustavo em 12 de agosto de 2009

Rita,
que tu aches que a lua pensa sobre um cachorro que lata aqui na terra?????
Criticar é tão facil - criar só para gente fina, como Vc é!
Parabéns p Vc - mais um ótimo trabalho!
e não desiste, por favor!
abraços,
Peter em 30 de agosto de 2009

ah, Rita, quase esqueci:
Vc não fala tbm sobre Icarus - mitologia Grega;
nem sobre Fernando Collor de Melo: ele tentou voar sem avião!!!!!!!!!!!! - cair feio, mas voltou; vai tentar de novo.....rsrsrs;
abçs,
Peter em 30 de agosto de 2009

Sim, e Santos Dumount? onde fica?
Eu sei que pelo menos dos 100% que conhecem um pouco da história da aviação, tem obrigação de questionar isso e, sinceramente Rita se for pra você ficar dando chiliques todas as vezes que alguém faz um comentário pertinente e você não gosta, deveria parar mesmo de publicar. Não que eu não goste de seus artigos, são muito interessantes, mas quem publica algo hoje em dia na rede mundial de computadores, tem de sofrer as consequencias, tanto boas como más.
Eder Dias (Brasil) em 2 de setembro de 2009

Não adianta dar Chilic, Rita,quem faz comentário sobre maguinas voadoras e pioneiros da historia e do sonho de voar
tem obrigação de citar os feitos extraordinarios
do Sr.Alberto Santos Dumont. Não é pelo fato
dêle ter nascido no Brasil/MG. Esquecer SD é
simplesmente vergonhoso, proposital com certe-
sa. E o DOMOSELE ? apartir do 19 que deu todos
parametros e base para se construir uma tecno-
logia verdadeiramente eficiente, que resultou na
maravilha da aviação moderna. Sabemos de in-
ventores desconhecidos herois,alguns pagaram
com a propria vida. Os Irmãos Norteamericanos
deram tambem uma grande contribuição, paten-
tiaram sua maquina voadora o seu flayer. SD
liberou seu projeto para quem quisece copialo
e desta forma muitos conquitaram fama e fortu
na, vou citar apenas 02, Bleriot e Rolam Garot
que bateram recordes e ganharam muitos pre-
mios na europa,com aeronaves construidas com
base na DEMOISELE. Lourival 3/9/09 - Natal/RN
Lourival B.Cavalcnti em 4 de setembro de 2009

Legal gente, gostei muito de conhecer esses outros heróis da aviação, toda essa discursão me parece muito pertinente, pois um chef pra servir um delicioso prato precisa de muitos outros proficionais que colaboraram antes né mesmo!? Grande abraço a todos, agora tenho que pegar um vôo Belo Horizonte/Sao Paulo...
A propósito Rita: se não fosse meu Conterraneo SD, pra onde eu deveria seguir agora? para o "ESTILINGOPORTO"?
M Leão em 4 de setembro de 2009

pensando bem acho que seria melhor ir ao "C A T A P U L T O P O R T O"!!!
M Leão em 6 de setembro de 2009

Comentar sobre a história da aviação,demanda sim,pesquisa sem "patriotada" com responsabili
dade , por se tratar de um tópico emocionante e
despertar, talvêz o maior sonho humano que é o
de voar. Esta ciencia, assim como tantas outras
somou todo conhecimento que esta hoje a nossa
disposição. Isto é tão verdadeiro que: o gênio de
Leonardo Davinci, que fez desenhos até de helic-
ptéro, se tivese a sua disposição alguns materi-
ais, teria voado na época do Renascimento !
Todas a pesquisas apontão para o Sr.Alberto
Santos Dumont, como inventor e adaptador de diversos objetos ex: junto com seu amigo Cartier criou o relógio de pulso, alguem patenteou e se
de bem. SD. Tinha a sencibilidade de um artista
nunca se preocupando com o "vil metal" era rico
e sempre dechou seus projetos a disposição de
todos seus amigos que se interesavam com balo-
es e logo a seguir aviões, aerobarcos e uotros
artefatos voadores ou não.
O Demossele, com sertesa é o ponto de partida
de toda aviaçao moderna, é só pesquisar.
Os irmãos, norteamericanos partiram de uma
oficina que construia e consertava bicicletas, fo-
ram competentes, trabalhavam em segredo é tão
verdade que seus primeiros feitos só vieram a publico atravêz da imprensa da sua cidade de origem. Porém seu famoso Flayer, virou sucesso
qundo finalmente,colocaram um motor possante
abolindo divêz os trilhos a catapulta e outros ob
jetos pouco aeronáuticos,tudo isto não tira seus
méritos. Mas pais da aviação! Acho Muita preten-
ção. Aliás, aqui no Nordeste se diz que; todo
mundo quer ser pai de filho bonito.
Não é atôa Que chamamos toda mulher linda de
AVIÂO.
Lourival - Natal/RN
Lourival B.Cavalcanti em 6 de setembro de 2009

Talvez, começa com Dédalo o pai de Ícaro...
ou com os Ufo's na Atlantida, ou os Vimanas na India..... Acho que essa questão Cultural dominante, ainda continua Contemporania...
Abssss a todos
Carlos Lima em 9 de setembro de 2009

Em primeiro lugar, obrigado pelo texto e pelas belas imagens.
Consfesso que também estranhei a ausência de Santos Dumont. Mas, como o protesto já foi feito, gostaria de humildemente acrescentar mais algumas curiosidades. Os brasileiros realmente estão ligados à história da aviação. Ainda no século XVIII o Padre Bartolomeu de Gusmão inventava o balão à ar quente. Santos Dumont, antes de fazer o avião, desenvolveu os métodos de dirigibilidade dos balões, o que provou em público, contornando a torre eiffel, portanto ele deu início à era dos dirigíveis. Os Irmão Wright construiram um importante aeroplano que foi exibido em Paris após o vôo do 14 Bis e, que, embora tenha precisado de uma catapulta, o que resultou no comentário de Santos Dumont de que "com catapulta até pedra vôa", fez curvas e voou bem.
Mas, como alguém comentou aqui, todos os princípios do avião moderno estavam no Demoiselle, que Santos Dumont usava para ir de casa aos cafés de Paris. Monoplano, motor à hélice, Leme e profundores traseiros. Dumont liberou a patente do Demoiselle e 150 deles foram construidos por particulares nos E.U.A. Até hoje vemos ultraleves que são praticamente o mesmo Demoiselle. Vale ressaltar que, para ter as mãos livres durante as operações de vôo, S. Dumont também idealizou o relógio de pulso, que foi fabricado por Cartier (daí existir um modelo e até mesmo uma marca com o seu nome). Ele também inventou o box de banheiro, mas aí já é outra história...
Sérgio Quixadá em 3 de outubro de 2009

Idéia por demais feliz, lembrar os esquecidos e por que não dizer, injustiçados.
Ednardo Barros em 4 de outubro de 2009

É impressionante como o poder econômico pode tentar colocar no esquecimento pessoas que realmente brilharam com suas idéias. Como podemos aceitar e divulgar inverdades que são massificadas pela mídia e seus interesses?
O que uma holywood e uma internet não fazem com as cabeças não-pensantes?
Perdoe-nos Santos Dumont, mas os próprios brasileiros não lhe dão valor.
edson henrique pereira em 16 de outubro de 2009

Nada mais justo citar os irmãos wright, se está falando dos que estão em segundo plano na história da aviação, quando fizerem um artigo sobre os que estão em primeiro plano Santos Dumont estará lá, e é como ele disse, se catapultado até eu vôo. Eu gostei do artigo e artigo bom é assim mesmo, polêmico!
Tovar Alipio de Oliveira em 27 de outubro de 2009

muiot legal o artigo.Acabei de conhecer o blog e como sou um apreciador gostei muito dos artigos relacionados a aviação.
Wycleff em 4 de novembro de 2009

O que os irmãos Wright fizeram não foi voar,foi planar por causa de uma catapulta.Contar a história da aviação sem falar do Santos Dumont,independente de patriotismo,é inaceitável.Além de ter realmente voado teve uma atitude única,publicou as plantas e a engenharia por trás disso,que foi copiada posteriormente por outros aviadores e pelos irmãos Wright.Essa coisa dos irmãos é fruto da arrogância americana.Se acham superiores,sua história foi escrita através das influências feitas a outros países,além de tirar tudo de valor deles.
eduardo em 7 de novembro de 2009

Traduttore, traditore
Essa é com certeza uma das mais antigas afirmações.... Traduzindo, "tradutor traidor "
Carlos Lima em 7 de novembro de 2009