Obama vai desapontar...

Este artigo é contributo de um leitor do obvious. Pedro Neto, é cidadão dos EUA, filho de emigrantes portugueses. Vive em Portugal desde os 6 anos de idade e por isso não sabe muito bem de onde é. Activista à sua escala, é professor e presidente executivo da ONG ORBIS – Cooperação e Desenvolvimento, sediada em Portugal. Saiba como publicar um artigo.
Vinte de Janeiro de dois mil e nove. Junto ao capitólio onde o memorial de Lincoln acolhe em silêncio a História de um país quase a separar-se por causa da escravatura, foi empossado um novo Presidente dos Estados Unidos da América. Nova esperança de um novo tempo, de esperança, de justiça social, de prosperidade, de paz mundial.
Barack Hussein Obama representa-nos a todos, escuros, claros, muçulmanos, cristãos, judeus, hindus, ocidentais, africanos, asiáticos... Viveu em muitos sítios, na humildade da Indonésia, na bonita casa de Chicago, depois de anos e anos a trabalhar nos bairros pobres do South Side daquela cidade. Ele é fruto do esforço, é fruto do mundo globalizado onde se cruzam bens, pessoas, culturas, frutos e roupa, sapatos e calças, óculos de sol e fast-food, gadgets e carros, crenças e causas, negócios e ócios. Pessoas que viajam de um lado para o outro, estendendo a mão a quem encontram num aperto, seja da mão, seja da vida.
Barack Obama é um de nós, não é um político que vive num mundo que não o nosso. Tem classe, mas é do povo, ele é o Povo! Percorreu os caminhos todos da humildade da pobreza à promessa da América.
Por isso o mundo tem esperança nele.. até os inimigos de Bush, perdão, da América, olham para ele como o novo representante de um novo mundo com quem podem dialogar, aquele mundo em que todos têm o seu lugar e os outros todos respeitam esse lugar, onde todos têm que comer, onde todos têm casas bonitas e escola para aprender os velhos valores de uma nova humanidade.
O novo presidente está já na minha prateleira de heróis, ao lado de Luther King, Gandhi, do bispo Desmond Tutu e Ximenes Belo, ao lado do Che Guevara antes de pegar nas armas de fuzileiro e do Malcom X depois de as largar, ao lado dos meus heróis professores interiores e exteriores e logo abaixo do lugar cimeiro do J.C. que há 2000 anos deve ter tido ainda mais carisma que Obama.

Depois de dia vinte ele começa. Em breve vai exigir à Europa mais participação no Afeganistão, vai exigir trabalho aos Americanos de Ushuaia ao Canadá, e aos Europeus da base aérea dos Açores ao Leste dividido. Vai dialogar sobre trabalharmos juntos para um mundo melhor com os chineses, com os muçulmanos, com os escuros, claros ou pálidos. Vai envolver, cai capacitar, vai sonhar e executar. Mas...
Sozinho ele não vai fazer nada porque mudar o mundo é um trabalho de equipa, de envolvimento, de sonho comum e o mundo está à espera de um salvador da pátria. É por isso que Obama vai desapontar...
Ele até pode fazer a parte dele... se nós não fizermos a nossa...
Obama vai desapontar.
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45 comentários
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Believe =)
Believe em 20 de janeiro de 2009 às 13h49

Então, hoje é o grande dia. Tenho o mesmo receio! Sozinho, nothing! Não tem o papo de "we can" se esse "we" não contemplar o diferente, como Cuba, Irã, Afeganistão. Me preocupo com as relações com a América Latina (yes, nós temos mais do que banana), com Israel e Palestina e com tantos outros desafios que ele terá.
Mas ver Obama chegar a presidência dos EUA é para celebrar. Me identifico com ele...
Política envolve interesses diversos, interesses financeiros. Grupos econômicos. Interesses nada ingênuos :(
Sorte à Obama! E só de pensar que há apenas algumas décadas havia transporte para negros e brancos nos EUA...
Sandra em 20 de janeiro de 2009 às 13h52

Os Estados não são muito diferentes dos condomínios. Elegemos quem nos permite lavar as mãos dos assuntos comuns. A desilusão é um luxo.
sao em 20 de janeiro de 2009 às 13h52

A posse do Obama me faz lembrar a do Lula na primeira edição. A espera do "salvador da pátria".
A diferença básica é que eles são a maior potência do mundo.
Rogerio Martins em 20 de janeiro de 2009 às 14h07

nunca se colocou tanta confiança e esperança em cima de alguém julgando apenas uma caracteristica. Todo mundo acredita nele, e a maioria das pessoas nem sabem quem ele é, mas o fato é que ele é negro, e é o primeiro a chegar lá ..... isso, sinceramente, não é motivo pra confiar em alguém.
nuno rosa em 20 de janeiro de 2009 às 15h02

"A diferença básica é que eles são a maior potência do mundo."
E o Obama, ao contrário do Lula, não é um ignorantão populista.
sao em 20 de janeiro de 2009 às 17h36

O texto cá dentro é substancialmente diferente do texto lá fora. É um bocado constrangedor perceber quem é que só leu o resumo.
sao em 20 de janeiro de 2009 às 17h44

A inacreditável comparação do Obama com o Lula impressionou-me tanto que ainda estou sob seu efeito.
Sem ser por acaso, se tivesse de achar alguém parecido com alguém, seria Lula com G.W.Bush. Ambos broncos, básicos, ambos inconcebivelmente eleitos, ambos políticos de baixíssimo nível.
Obama é democrata e é um tipo educado, porra pá, Lula e Bush juntos não chegam a ter 1/10 do Q.I. do Obama. DUH.
sao em 20 de janeiro de 2009 às 17h53

"o fato é que ele é negro, e é o primeiro a chegar lá ..... isso, sinceramente, não é motivo pra confiar em alguém." - duvido que a maioria das pessoas tenha votado nele só por isso. No caso de Obama, creio que há muito mais que o folclore dos conflitos históricos.
Sim, acho que ele vai desapontar, porque estão a colocá-lo a um nível sobre-humano. A questão é mais de saber se as pessoas terão maturidade para viver com o facto de que a realidade não vai cumprir todas as suas esperanças. Além de que há mais mundo para além do Obama.
tajana em 20 de janeiro de 2009 às 18h26

Sao, só agora percebi o comentário do texto lá dentro/cá fora (pensei que estivesses a falar do nosso país e do estrangeiro, he he).
Ó bjr, vê lá se pões na página de entrada do blog um resumo que tenha a ver com o que o texto diz...
tajana em 20 de janeiro de 2009 às 18h29

Caríssimos leitores,
o título e o resumo é, obviamente enganador em relação aos meu sentido de pensamento. Pela primeira vez me dei ao trabalho de me registar na embaixada dos EUA de Portugal para poder votar... simplesmente porque o novo Presidente dos EUA pode ser um qualquer de nós... Vemos uma pessoa que sabe o que é encher o depósito do carro e fazer contas para ir ao supermercado.
E isto é o principal. Ele é um de nós, não um acima de nós. E isso dá-me, dá-nos a responsabilidade de fazer a nossa parte para mudar o mundo!
reitero o comentário anterior:
" =)believe... to achieve!"
Pedro Neto em 20 de janeiro de 2009 às 18h42

É só esquecer o Lula, Sao!:)
Hoje é dia de aplaudir a maior democracia do mundo que respondeu sem preconceito algum seu novo presidente. Hoje é dia de aplaudir a sociedade americana.
E viva a democracia, seja aqui, aí e lá!
Sandra Leite em 20 de janeiro de 2009 às 18h43

E a dicotomia "aparente" do texto lá fora e do texto cá dentro é de minha inteira responsabilidade.
Parecem diferentes... mas de facto confirmam-se um ao outro.. certo?
Pedro Neto em 20 de janeiro de 2009 às 18h48

Belo texto, muito bom!!! Concordo plenamente. Duvido que o mundo vai mudar.
Ederson Sousa em 20 de janeiro de 2009 às 19h08

Obama é apenas um bom apoio
não podemos depender so dele,afinal ele chegou la e nos??pode ser que não a presidencia!mas uma responsabilidade ao nivel.
a verdadeira mudança tem que existir dentro de nos
agindo localmente pensando globalmente!!
andre sandalo em 20 de janeiro de 2009 às 20h08

Excelente texto, muito lúcido e oportuno. Subscrevo inteiramente.
Rufus em 20 de janeiro de 2009 às 22h07

Não estou pensando se Obama será ou não uma decepção. Mas garanto que será o fim das 'crianças-troncos', mutiladas em países miseráveis, vítimas da beligerância da era Bush. Obama não gastará cifras imensuráveis rumo à corrida bélica. Creio em suas intenções de apaziguar o mundo, ao contrário do 'macaco' (Bush poderia interpretar na série 'O planeta dos Macacos, por sua semelhancia com o símbio), que alimentou com fervor as guerras, ao invés de tentar minimizar os atentados em países paupérrimos.
Acredito que não haja ninguém pior do que Bush para o século XXI. Então, acredito em Obama.
Cláudia em 20 de janeiro de 2009 às 22h13

Obama vai desapontar, concordo. Mas isso será talvez nas nossas expectativas e não nas metas que ele definiu. Todo o seu discurso tem sido prudente, ele põe ênfase no "nós". Juntos é que podemos conseguir fazer algo mas há muita gente pelo mundo fora que prefere a perspectiva messiânica, tipo super-herói. Se calhar somos todos americanos afinal... ;)
Cabe aqui lembrar uma frase do malogrado JF Kennedy, para a qual o discurso de Obama implicitamente remete:
"Não perguntem o que o vosso país pode fazer por vós mas sim o que cada um de vós pode fazer por este país".
Boa sorte
Lúcia Reverendo em 20 de janeiro de 2009 às 22h27

Superar as desigualdades é sucedâneo á integração de todos os povos da humanidade,independentemente de qualquer óbice q possa obstaculizar essa harmônica integração da humanidade,sobretudo a religiao e a etnia,os quais são os principais desagregadores da vida comunitária,portanto,tão somente a coexistência harmonica de tais fatores,sera fundamental à superação deste modelo libero-capitalista-imperialista,devendo haver uma conjugação entre Capitalismo-Comunismo,sendo a fonte viável de conter esse liberalismo que cada vez mais enseja a derrocada dos oprimidos,contribuindo assim para que os opressores se perpetuem no modo imperialista de opressão!!!
"I have a Dream" Barack Obama
Acredito em Obama.
Rafael Guida em 21 de janeiro de 2009 às 00h28

Ao menos, eleger um presidente negro já é um grande avanço, além de expulsar com classe o Juninho Bush - se bem que a sapatada valeu por qualquer outra expulsão.
Leonardo Pastor em 21 de janeiro de 2009 às 01h54

Será que é tão difícil "tirar a venda" da opressão e do preconceito por alguns instantes? Diferente do Presidente do nosso País, supra citado, Barack Obama não me parece ser marionetes de ninguém pois tem conhecimento, estudo e instrução acadêmica.
Quem e "bom, perfeito no que faz" que atire a primeira pedra!
Camilla Pereira em 21 de janeiro de 2009 às 02h11

Aos olhos menos óbvios, é claro que vai desapontar... Mas para olhos tão óbvios como os do caro blogger, não será mais do que óbvio, e natural, e sensato, e responsável, que isso aconteça e deva acontecer?
José em 21 de janeiro de 2009 às 03h16

Eu tenho medo que Barack Obama seja bom demais, pela própria saúde dele. Um Presidente negro, pupular, com nome hussein, criado fora dos EUA, num país cheio de psicopatas e malucos como os EUA.
Não dá para negar que Obama é muito corajoso, imaginem, ele usa o nome de Lincoln o tempo todo, logo o homem que salvou a Amerika do caos e pagou com a própria vida. Pelo menos um alívio, Obama já vem lidando com política ha muito tempo, se ele for moderado com Lula no Brasil, não haverá problema.
icommercepage em 21 de janeiro de 2009 às 07h53

Não, não é por ser o primeiro presidente negro eleito dos Estados Unidos q ele vai mudar o mundo. É pela determinação com que defende as suas ideias e ideais, pela persistência do seu próprio percurso de vida (era filho de um imigrante queniano e chegou onde poucos chegam...), pela sua coragem... No entanto, isto não chega para mudar o mundo (embora ajude) É preciso mais, é um trabalho de equipa e é preciso uma grande união entre os diferentes povos. Mas isso ele já quase conseguiu. Não há nenhum país que tenha ficado indiferente à sua histórica eleição e até o presidente Chávez diz que quer falar com ele... Estranho ou não, ele conseguiu começar a unir o mundo. E acima de tudo, ele acredita que consegue. Porque é q não nos deixamos de cepticismo e acreditamos tal como ele acredita?
MM em 21 de janeiro de 2009 às 09h58

Lo siento pero no hablo portugúes, soló español. Me gusta Obama mucho. Espero que el va a cambiar el mundo. El está muy sympaticó y por eso el va a dirigir la palabra a la gente. Pienso que la gente van a gustar y ayudar a Obama. En este sentido; yes we can!!!
Flug em 21 de janeiro de 2009 às 10h10

É maravilhoso o que um homen pode conseguir quando fala ao povo com a verdade, só a verdade. Foi emocionante asistir uma cerimonia com ex-presidentes, opositores e tanta gente na estrada alem do frio. Quanto respeito! Quanta esperança!
Sim, ele nao conseguira nada sozinho. Agora é o mundo todo que escolhe entre a Verdade e os interesses particulais. A eleiçao foi o primeiro passo de alguns, muito importante (historico!), mas só primeiro passo.
Deus quiser que nesta antiga e sempre nova escolha, entre a Verdade e os interesses particulais, sejamos mais os que escolhamos a Verdade.
TL em 21 de janeiro de 2009 às 15h57

Sinceramente o Obama é igual ao bush. Eles sao diferentes mas o que tem que fazer é igual. O Obama nao se interessa pelo mundo, o interesse deles esta nos eua e em mais lado nenhum. Eles nao querem saber da crise mundial, eles querem saber da sua crise. Se o Obama tiver que invadir um país ele vai invadir pois nao é ele que manda. Estao a viver um conto de fadas mas nao é mais que a realidade escondida. Obama representa fé e mudança mas nada vai mudar a nao ser a opiniao publica que encantada com Obama nao percebeu que tanto faz que seja bush ou Obama, no mundo eles já nao mandam...
LuisLeite em 21 de janeiro de 2009 às 16h01

Obama é o presidente dos EUA... n entendo como há tanta espectativa de que ele mude o mundo...
João Milet Meirelles em 21 de janeiro de 2009 às 16h38
Sandra Leite em 21 de janeiro de 2009 às 18h33

Somos mesmo um povo marcado por palavas como "fado" e "saudade"....
Sejam positivos. Acreditem... é o primeiro passo.
Irene em 21 de janeiro de 2009 às 19h27

Expectativas ou não expectativas...
cabe-nos a todos viver a nossa cidadania global (We the Peoples - preâmbulo da DUDH), e isso são direitos e são, não deveres, mas superação! Se esperarmos que os outros o façam por nós, os outros desiludem-nos! Ou jogamos ou ficamos na bancada!
É obvious!
"no mundo eles já não mandam"...
nunca mandaram, nem mandarão! Esse é o erro nas relações humanas, pessoais, diplomáticas... é que tem de haver alguém a dominar!
Penso que uma novidade o Obama, bem como qualquer outro chefe de Estado com visão mundial, terá: procurar soluções que sejam boas para todos... e isso ele já mostrou com a primeira acção (e consequentes reacções, nomeadamente porta-voz do Hamas) diplomática com Israel e Palestina...
Pedro Neto em 21 de janeiro de 2009 às 23h18

Não quero me embriagar de otimismo nem de pessimismo em relação a Obama. Faz lembrar o Lula no Brasil, que em muitos momentos erra feio, mas dá tambeḿ seus acertos. Não é possível saber se Obama vai desapontar, mas caso aconteça, que seja só um pouquinho :(
Glaucia Carvalho em 22 de janeiro de 2009 às 01h04

Este artigo não está no nível do Obvius. Parece redação infantil. E é preciso parar de dourar a pílula desse homem; ele é americano e pensará em seu país antes de qualquer outra coisa.
Reinaldo em 25 de janeiro de 2009 às 16h25

Reinaldo, ser infantil ou não é uma questão de opinião pessoal. Eu, gostei do texto e achei a opinião francamente interessante. Obvio que ele vai pensar no seu pais em primeiro lugar, eu também o faria, você não? obrigado por comentar.
bjr em 25 de janeiro de 2009 às 18h54

Caro bjr
Tenho consciência de ter dado uma opinião pessoal, como, aliás, são todas as opiniões individuais. Aquele que se arvora em opinar em nome do mundo não merece sequer ser comentado. E na minha opinião pessoal, o Obama vai ser, dentro da linha de seu partido, igualzinho a todos os presidentes americanos; se for necessário invadir países, ele invadirá; se for necessário apertar mais o torniquete dos países servis aos EUA (entenda-se, o resto do mundo)ele apertará, afinal, ele foi eleito para defender o status quo de seu país e o fará, a qualquer custo.
Reinaldo em 25 de janeiro de 2009 às 20h33

Reinaldo, uma parte de mim concorda mas, a outra parte é inocente e continua a querer acreditar na humanidade. Obviamente que há questões politicas e sócio-económicas que transcendem a boa vontade ou o altruísmo do indivíduo. No entanto, acredito que o cunho pessoal pode fazer "alguma" diferença. Esperemos... confesso que estou curioso pelos próximos tempos...
bjr em 25 de janeiro de 2009 às 22h56

Caro Reinaldo,
obrigado por seu comentário.
Só assim poderemos crescer e evoluir em tudo aquilo que fazemos: com o olhar e a perspectiva do outro.
Peço-lhe que considere no entanto o seguinte:
O artigo é mais sobre a sociedade que é, em termos de cidadania e política muito pouco activa.
Fazemos pouco!
Obviamente, o Presidente dos Estados Unidos como garante da soberania nacional do seu país terá de governar o seu país. Para governar os nossos, existem os nossos políticos.
Depois há todo um universo de relações internacionais e aí o segredo é ser encontrado o melhor interesse para todos os países envolvidos. Essa é a mestria da diplomacia.
E, até prova em contrário, podemos ter esperança!
Eu defenderia tambem a minha família e o meu país se fosse eleito para um cargo nesse sentido.
Não o faríamos todos?!
Pedro Neto em 25 de janeiro de 2009 às 23h27

Tenho a mesma perspectiva... Vai ter de lutar muito para não desapontar... Infelizmente tem muitos obstáculos para ultrapassar.
Ricardo em 26 de janeiro de 2009 às 00h25

Prezados amigos
Entendo que Obama, ou "a cor de Obama", representa uma esperança que há muito a humanidade não tem. Talvez, nos tempos atuais, ela só tenha existido nos dias que se seguiram ao final da segunda guerra mundial, quando o mundo ansiava por paz e, parte dele, por paz e pela reconstrução. No entanto é bom cultivar uma "esperança light" (com o perdão do termo anglicista), pois decepções sempre são proporcionais à intensidade da esperança. Talvez aqui no Brasil sejamos mais céticos pelo exemplo de nosso presidente. O chavão mercadológico "a esperança venceu o medo" foi, infelizmente, substituído por "a decepção venceu a esperança".
Apesar desse meu ceticismo, torço por Obama.
Reinaldo em 26 de janeiro de 2009 às 13h04

Reinaldo, vamos ver no que isso dá, com os pés bem assentes no chão :)
bjr em 26 de janeiro de 2009 às 13h57

"Peço-lhe que considere no entanto o seguinte:
O artigo é mais sobre a sociedade que é, em termos de cidadania e política muito pouco activa.
Fazemos pouco!"
Exacto. Devolver a parte das responsabilidades que nos toca. Participação política. Cidadania. O texto era sobre o Obama mas o texto serve qualquer país e serve a todos nós.
sao em 30 de janeiro de 2009 às 14h04

Infelizmente, a população mundial acostumou-se a ver com descrença as mudanças...não critico, apenas comento. Digo infelizmente, pois me dói pensar que um homem pode carregar em suas costas as reponsabilidades e esperanças de um povo. Sei que Obama é um homem como qualquer outro capaz de erros e acertos o que não devemos a cruzar os braços e dizer: temos alguém a quem nos representar...somos alheiros ao que esta acontecendo. Somos todos cidadãos de uma única nação que anseia por uma dia viver em um mundo onde a igualdade e a liberdade ditam as leis.
Greice Souza em 31 de janeiro de 2009 às 23h05

É o messias
(Aderito Matsinhe)
Mario Rui Enoque Tsaquis Cabral em 31 de março de 2009 às 08h47

prezados
Na ampla vizão politica é um grande artigo, não vim para críticar, apenas sugerir que: humanamente, quero dizer que devemos todos contribuir para um mundo melhor, porque é isto que na realidade a humanidade precisa, e não olhar-mos para um único homem como salvador, porque também é passível de erros.
Se o texto era para Obama, então que fique na análise de todos aqueles que querem um mundo de todos.
Helder em 10 de maio de 2009 às 17h13

Muito bom
Moveis em 9 de agosto de 2009 às 19h54