PixelArt

Quem foi adolescente ou adulto aficionado por jogos nos anos 80 se lembra: não era fácil decidir que criatura era Zelda afinal se a única referência fosse um console de game. Naquela época, e desde o Atari, todas as rodas de carros eram invariavelmente quadradas. E enquanto ao espaço sideral de Galaga? Essas foram as raízes da pixelart tenha surgido nessa época, para dar forma às idéias de jogos que iam surgindo com cada vez maior volume desde o Tênis para dois criado pelo físico William Higinbotham em 1958.
A partir daí, as coisas evoluíram rapidamente. Vieram outras espécies de ping pongs, jogos espaciais, o advento do Mr. Pac Man; em cada um desses novos jogos, os desenhos foram se tornando mais complexos e coloridos, acrescentando cenários e detalhes... sempre aquadradados, mas, ainda assim, alucinantes.


Com o aprimoramento das interfaces dos computadores e a democratização gradual dos computadores, programas como o Paint se tornaram uma opção bem acessível para quem queria criar alguns desenhos a partir da montagem de pequenas unidades coloridas a partir de um meio digital moderno.
O termo pixelArt foi usado pela primeira vez por Adele Goldberg e Robert Flegal, da XeroxPalo Alto, em 1982 numa compilação de artigos editada pela ACM (a Associação para Maquinaria da Computação) embora dez anos antes Richard Shoup, também da Xerox, já houvesse cavado o conceito para pensar seu software SuperPaint (MAC). Mas, independente da paternidade, fato é que a técnica já estava consolidada: edição de imagens, sem aplicação de filtros ou modos especiais de renderização através da alocação cuidadosa de cada um pixel com o auxilio de uma ferramenta que se assemelhe a uma caneta de pontos até que se obtenha o resultado necessário. A única “ferramenta extra” é qualquer um modo de ampliação da imagem em questão. No final, tudo deve ser armazenado na mais baixa compressão possível, assim, será atribuído à cada pixel preservará sua cor mais exata.

Hoje, programas como o PhotoShop modificaram bastante a forma de se encarar essa arte digital; na realidade, ela ficou mais refinada, contando com novas técnicas e estilos além de novos usos como em animações, avatares, ícones para desktop e personagens de mundos virtuais e jogos para celulares. Os profissionais em atividade até não são muitos comparados aos demais artistas digitais, mas a qualidade e paixão com que pacientemente “montam” as figuras cativam até os mais ferrenhos entusiastas das últimas novidades da área.

Nesse artigo, selecionei algumas peças do britânico Gary J. (que já há alguns anos chama minha atenção por suas publicações no DeviantArt), mas também não deixe de conhecer o projeto Mr. Wuong Sup’partments, que construiu em 2005 o maior edifício digital do mundo graças à colaboração de pixelArtists de todo mundo (e de alguns curiosos também)...
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22 comentários
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Gosto bastante desta tendência artística. O trabalho do Mr. Wuong Sup’partments é genial.
h1hpt@fiambre.dsi.uminho.pt
Psyco em 22 de janeiro de 2009 às 14h51

Foi uma delicia ler este teu artigo prill... nostalgia.
bjr em 22 de janeiro de 2009 às 17h24

Um trabalho com tremendas possibilidades.
b1bpt@fiambre.dsi.uminho.pt
zé carlos em 22 de janeiro de 2009 às 19h46
Fernando em 23 de janeiro de 2009 às 01h39

Ótimo artigo! E além do mais vai me ajudar com meus sobre desenho[?]. :P
Julio em 23 de janeiro de 2009 às 08h04

ta muito legal e tem muita publicidade ta legal.
manel fernandes em 23 de janeiro de 2009 às 09h18

Muito interessante o trabalho do Mr. Wuong Sup’partments. Me parece reunir artistas do mundo todo... Um dos andares parece ter feito por um brasileiro... um dos primeiros... Bom Blog - referência a brasileira Bom Bril.
Rodrigo Seco em 23 de janeiro de 2009 às 11h42

Corrigindo... tem vários brasileiros... muito legal!
Rodrigo Seco em 23 de janeiro de 2009 às 11h54

Poxa, você me fez ficar com saudade de Zelda.
Leonardo em 23 de janeiro de 2009 às 14h01

O link de Deviantart está errado. . .
Gostava de ver mais ;)
Andre em 23 de janeiro de 2009 às 15h18

@andré, obrigado, o link já está corrigido.
bjr em 23 de janeiro de 2009 às 19h13

O detalhe e pormenor são bastante cativantes. Dá vontade de andar à procura de alguma curiosidade. A perspectiva constante cansa-me um pouco a admiração destas imagens. As que vi até agora são todas feitas a partir da perspectiva isométrica. É sempre assim? Tem a ver com a origem desta forma artística?

Daniela Graça em 23 de janeiro de 2009 às 22h33

Perspectiva isométrica? o que se aprende nos comentários :)
bjr em 23 de janeiro de 2009 às 23h52

@leonardo... putz.... a zelda.... ja nem lembrava :)
bjr em 24 de janeiro de 2009 às 00h09

Há 11 anos que eu faço isso. No PAINT, eu chamo de bitmap e tenho uma coleção. Todos gostam!
Fiz até selinho nos correios para cartas particulares.
Foi a primeira coisa que aprendi no PC.
dehy coutinho em 24 de janeiro de 2009 às 17h35

Dehy, vc tem algumas dessas imagens no Flickr ou noutra galeria?
?
benjaminjunior em 24 de janeiro de 2009 às 23h57

Daniela, pois então, eu ia falar alguma coisa sobre isso, mas fiquei com medo de o artigo ficar aborrecido.
As imagens em perspectiva são sempre isométricas porque é o único ângulo (ceca de 30º)que permite aos pixels manterem sempre o mesmo tamanho. Mas é possível fazer imagens não isométricas também, claro. os desenhos vistos sem perspectiva podem ser feitos rapidinhos no paint.
Rodrigo, AMO aquele projeto do apartamento, e me surpreendi com a quantidade imensa de brasileiros que se envolveram com ele.
prill2 em 25 de janeiro de 2009 às 20h56

Por mim não ficaria nada aborrecido, mas também esta forma de arte é nova para mim. :)
Obrigada pela explicação, Prill. Faz todo o sentido. Podes indicar-me um local onde possa ver pixelarte noutras perspectivas ou sem perspectiva?

Daniela Graça em 25 de janeiro de 2009 às 21h40
prill2 em 31 de janeiro de 2009 às 02h10

Olá Prill!
Gostei ao ponto de ter ficado com vontade de fazer umas experiências. Se sair algo que mereça ser visto, deixo aqui novo post. :) Obrigada!

Daniela Graça em 31 de janeiro de 2009 às 21h11

Isso tá fixe, meu tem que por mais coisas com mais pinta, eu sei que tu tens jeito para isso.
Tânia em 5 de abril de 2009 às 14h27

Vários retardados confundem pixel art com Montagens
Eduardo4349 em 3 de julho de 2009 às 02h39