Tenhamos ou não consciência disso, a voz de Ken Nordine é-nos tão familiar como as canções de Ira e George Gershwin ou o tema da Pantera Cor-de-Rosa pela orquestra de Henry Mancini. Além de ter dado ao mundo o jazz falado, a sua voz foi usada e abusada pelas indústrias da televisão e do cinema norte-americanos.
Que o redondo dos discos e a música não nos confundam: o jazz falado é essencialmente literatura. E do melhor que há: literatura para ouvir. Poesia, como em "Colors", de 1967, ou pequenas histórias que se ligam entre si no universo de um álbum, como em "How Are Things in Your Town?", de 1971, disco onde se lavra o conceito impagável de vidiot.
Do álbum "Colors", 'Green' em animação tipográfica:
São Reino é uma colaboradora multifcetada do obvious, verdadeira malabarista que tanto escreve sobre arte como aparos de canetas. Conheça mais sobre esta autora na sua página de perfil.Saiba como publicar um artigo no obvious.
Tajana:
Sim!, puzia com piano ao fundo. Este álbum das cores é muito fixe, tentei encontrar no tube mas não havia o tema "muddy". Lamacento.
Sérgio:
Não faço ideia mas se tivesse de adivinhar diria que não. A obra de Ken Nordine esnoba sem misericórdia a discografia e videografia do Michael Jackson e não estou a vê-los num projecto comum. Nunca se sabe, claro, a embirrante posso ser só eu. Mas Nordine influenciou muita gente, deve haver milhares que se confundem com ele.
sao em 10 de fevereiro de 2009
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