Lightgraff - graffiti com luz

Publicado em artes e letras por bjr em 13 mar 2009 01:30 PM | 12 comentários

 Lightgraff - graffiti com luz

O que significa lightgraff? É uma palavra formada pela contracção de "light" (luz) e "graff", abreviatura de graffiti, ou seja graffiti feito de luz. Trata-se de uma disciplina artística recente que combina e unifica a técnica da escrita caligráfica e da fotografia em actos únicos e irrepetíveis. O lightgraff é efémero e é isso que lhe confere beleza.

O lightgraff é puro e espontâneo: não há truques, não há margem para erros, não há tratamento digital posterior para correcção. O artista não vê o que faz. Sente-o, quando muito, pois poderia fazê-lo de olhos fechados. É arte ao vivo. Ao contrário do graffiti convencional não é intrusivo e não vandaliza. Não deixa marcas, apenas registos fotográficos. É imaterial e, ao mesmo tempo, tridimensional. O fotógrafo e o graffitter são as únicas testemunhas: um escreve, o outro regista.

 Lightgraff - graffiti com luz

 Lightgraff - graffiti com luz

 Lightgraff - graffiti com luz

Curisamente esta expressão visual foi iniciada por... Picasso. Recentemente tem vindo a ganhar um número crescente de adeptos e executantes, nomeadamente em França. Artistas como Rézine, Julien Breton (kaalam) e Brusk iluminam as noites de Paris e outras cidades francesas com pincéis de luz feitos de lâmpadas de néon, LEDs e ponteiros laser multicoloridos guiados por mãos precisas. Autodenominam-se "calígrafos". Vestem-se de negro para que as câmaras fotográficas, reguladas para um tempo de exposição longo, captem apenas as suas coreografias e ritmos. Muitas vezes estes espectáculos fugazes são acompanhados de um fundo musical que, infelizmente, não aparece nas fotografias.

É impossível ficar indiferente à beleza, significado e potencial desta expressão artística que reúne num instante fugaz um conteúdo tão intenso. Os calígrafos utilizam caracteres árabes e de outros alfabetos e combinam-os habilmente numa nova síntese. O graffiti convencional empalidece ao pé destes símbolos pujantes. Há muito tempo que a escrita não conhecia uma evolução tão importante.

Calígrafos: Kaalam, Marko, Rézine, Brusk
Fotografias: Guillaume Plisson

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12 comentários

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Na verdade Picasso não foi o primeiro a usar isso. Antes dele já outros fotógrafos exploraram os desenhos com luz. Man Ray, por exemplo.

Rita em 13 de março de 2009 às 14h45

Shooooooowwwww!!!

Sílvio em 13 de março de 2009 às 14h46

Lindíssimo

Jonathan em 13 de março de 2009 às 23h12

mais um motivo para eu admirar os franceses.

Ana Carolina em 13 de março de 2009 às 23h39

Muito, muito lindo!

Anny/Anna em 15 de março de 2009 às 16h48

Mais uma vez temos a prova que a arte mais bonita e magnifica é a arte espontânea. As obras são únicas e imutáveis. O melhor de tudo é que está ao alcance de qualquer um.

b1bpt@fiambre.dsi.uminho.pt

Psyco em 16 de março de 2009 às 14h29

gostaria de informação de quem esta estudando árabe
eu estou fazendo curso de árabe tem 2 meses me ajudem obrigado.....

Ricardo costa em 10 de abril de 2009 às 20h03

muito bom,aonde acho esses luminosos para comprar

rodrigo dantas de matos em 12 de abril de 2009 às 15h38

gostaria de aprender a escrever em árabe. obrigado

sonia em 13 de maio de 2009 às 02h33

NOssaaa show dimais ameii

paty em 27 de maio de 2009 às 22h44

Muito bom o vídeo.

Pena ser uma arte não muito acessível como o graffite convencional.

Lindo de morrer.

leantick em 28 de junho de 2009 às 21h58

muitoo lokoo

henrique em 31 de agosto de 2009 às 19h33

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