fotografia de espíritos - contactos do além

Publicado em fotografia por prill em 19 jun 2009 | 7 comentários

morte espirito mistico mortos

A Guerra Civil Norte Americana deixou em 1865 mais de 600 mil mortos por todo território, vitimas do próprio combate e de doenças como cólera e disenteria que mataram mais do que as trincheiras. Nesse quadro desolado de tantas famílias, negócios e sonhos desfeitos, muitos foram os que encontraram consolo nas crenças espíritas, que ganhavam cada vez mais adeptos desde as manifestações mediúnicas documentadas pelas irmãs Fox vinte anos antes. A possibilidade de fazer contato com um ente querido aparecia como uma esperança bem concreta; ouviam-se centenas de histórias sobre manifestações de soldados, de mensagens, cartas e, a despeito do enraizado protestantismo daquele país, muitos recorreram a quem fizesse essas ligações entre o mundo dos vivos e o além.

Willian H. Humler era um dos homens mais indicados para fazer essas ligações. Sua especialidade? Fotografias de espíritos.

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Foi na juventude que Wiliam descobriu sua paixão pela fotografia, uma incrível e cara tecnologia que se desenvolvia ali nos meados do século XIX. Trabalhando como joalheiro em Boston, usava todo seu tempo praticando capturas amadoras e foi num desses testes que descobriu a técnica da dupla exposição, quando uma fotografia é tirada sobre um filme já batido. Com o achado, fizera um auto-retrato seu tendo aos ombros um fantasma de si mesmo, que ele dizia ser uma prima falecida, mais tarde, a imagem passou a estampar seu cartão de visitas.

As famílias abastadas, ou o que ainda restava delas, solicitava com freqüência os serviços de H. Humler. O negócio que se sustentava nas baixas da guerra mostrava-se lucrativo e logo a joalheria fora substituída pelo seu próprio estúdio fotográfico. Foi nesse lugar que recebeu num dia sem aviso a visita de uma senhora, uma viúva muito conhecida pela freqüência nas sessões espíritas da época. Mary Ann Todd perdera três filhos para diferentes doenças e o marido assassinado, ela era viúva de Abraham Lincoln, o sucesso de Humler depois desse evento foi incomensurável.

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Em 1869, acusado de diversas práticas ilegais como invasão de domicílio, roubo de fotografias e fraude, Willian H. Humler foi levado a julgamento no que se tornou um famoso caso na história jurídica Norte-Americana. Foi inocentado, mas, a partir dali, sua carreia entrou em declínio tendo terminado seus dias na completa miséria.
William Hope compartilhava mais do que o nome do seu antecessor, interessava-se também por fotografias de espíritos, mas o local agora era a Inglaterra pós-Primeira Guerra. Seu perfil também era outro, Hope gozava de prestígio como médium em sua cidade natal, Crewe onde começara a vida como carpinteiro.

No desenvolvimento de suas atividades, e com a grande procura de seus serviços por parte daqueles que haviam perdido amigos e parentes na guerra, mudou-se para Londres. Lá se tornaria não somente fotógrafo profissional, mas médium profissional enquanto em Crew seu grupo espiritualista era investigado pela Sociedade de Pesquisa da Física. Entre as acusações, constava que Hope utilizava chapas de vidro com imagens de espectros para produzir o efeito de espíritos nas fotos. A Sociedade provou suas denúncias mas, a despeito disso, Willian Hope prosseguiu com suas atividades, encontrando apoio de figuras iminentes como Sir Arthur Conan Doyle, um entusiasta de seus trabalhos. Ele morreu em Londres no início dos anos 30, a saúde financeira ia muito bem.

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7 comentários

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òtimo artigo muito interesante compartilhar com os meus parceios essa matéria valew ai

Filmes Gratis em 19 de junho de 2009

Adoooro seu blog. É deveras interessante.
A propósito o nome do fotógrafo era William H. Mumler.

http://www.photographymuseum.com/mumler.html

Julio Pumpler em 19 de junho de 2009

Prill, incrível! Parabéns, adorei o tema... sem puxasaquismos.

Beijo.

Belle em 20 de junho de 2009

Como diz um amigo meu, é engraçado que com a melhoria dos meios técnicos tenham diminuído as evidências de fenômenos paranormais. Onde estão as fotos mediunícas ou espíritas de hoje, quando todo mundo anda com celulares com câmeras?

Um abraço!

Stephen Dedalus em 20 de junho de 2009

Me perdoem mas não acredito nisso

kkkkk

Abçs, gostei mt do blog!

Rafhabass em 22 de junho de 2009

Fantásticas as fotos, muito interessante p/ mim q estudo o espiritismo e o pratico...temos muito ainda q aprender com aqueles q já partiram...

norma em 26 de junho de 2009

Que as fotos são manipuladas é sabido, mas o interessante mesmo é pensar no efeito e no rebuliço que causaram na época da exposição...

Maria em 16 de outubro de 2009

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