Pinturas, almas urbanas solitárias e tempo: a ultrarealidade de Max Ferguson

Publicado em artes e letras por prill em 3 jun 2009 01:23 PM | 8 comentários

Max Ferguson pintura urbano

A pintura à óleo de retratos e cenas cotidianas, mitológicas ou imaginárias, que firmou sua técnica durante a Renascença, são ainda hoje uma das mais apreciadas e populares formas de arte, nos arrancando sempre algum encantamento. Mesmo hoje, quando tudo pode ser capturado com um leve toque na câmera digital, a Monalisa de Da Vince, a Moça com Brinco de Pérola de Vermeer ou as cenas bíblicas de Rebrandt ainda impressiona o mundo possa ser reproduzidos usando somente pincel, tinta, olhar apurado e técnica.

O artista Max Ferguson resgata essa arte secular que embelezou monarcas desfavorecidos e fez casamentos ultramarinos na época em que as webcams não eram nem um sonho, mas o que surpreende em suas obras é o inesperado grau de ultra-realismo que elas nos trazem, algo que nem mesmo o conceito de retrato estaria pronto para digerir: com sua tinta a óleo Ferguson extrai cenas do cotidiano extremamente fiéis ao que realmente se vê. Tão fiéis que mais parecem algum truque pregado pelo Photoshop.

Mas Max Ferguson é um estudioso da técnica dedicado a reproduzir com fidelidade o mundo ao seu redor. O artista holandês graduou-se nas universidades de Amsterdan e Nova York há quase trinta anos e durante esse tempo tem realizado, além de seus trabalhos, estudos sobre técnicas de realidade em pinturas, luminosidades e principalmente sobre as cidades e seus habitantes , sua grande paixão. Destacam-se os artigos e quadros que tratam da população judaica de Nova Iorque. Para mim, um dos elementos chave do meu trabalho é a relação entre as cidades e os cidadãos. Apesar de muitas das minhas pinturas funcionarem mesmo sem que haja uma pessoa retratada, mas quando elas se fazem presentes, sinto que é dado à elas qualidades humanas (versus as meramente urbanas).

Max Ferguson pintura urbano

Max Ferguson pintura urbano

Outro tema que costuma explorar com freqüência é o da figura solitária, a pessoa que vagueia em sua própria companhia mesmo quando dentro das massas urbanas; sua tranqüilidade e segurança à despeito da multidão frenética; essas pessoas, explica Fergson, dão um grau de imortalidade às pinturas que não pertence a elas. Como as pinturas no relógio mostradas no quadro da casa de conserto de relógio. Ali, o tempo permanece. E é esse fascínio obsessivo pela captura de algo que deveria eternamente permanecer que conduz o pintor a lançar-se em imagens tão nítidas que acabam por fazer cada detalhe imprescindível, inesquecível e hipnótico. Real.

Max Ferguson pintura urbano

Max Ferguson pintura urbano

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8 comentários

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É sério que isso é uma pintura a óleo?!

Adam em 3 de junho de 2009 às 20h22

Impressionante!
Realmente muito bonito esses retratos da realidade, passadas tão rapidamente e ignoradas pela maioria de nós. De fato, todos passamos por essa solidão urbana... mas acho que nem todos são capazes de ver a produção que a mesma traz.
Bastante intrigante!

Diego A. em 4 de junho de 2009 às 00h02

De fato é impressionante o domínio da técnica para se conseguir tamanha perfeição...Mas isso me incomoda um pouco...Sei lá! Me parece uma obsessão com a realidade..rsrs...Eu amo fotografias!E qto as pinturas, gosto das imagens que se completam dentro da minha cabeça, como Seurat...

Silvania em 4 de junho de 2009 às 02h07

ELE CAPTURA A REALIDADE DE FORMA INCRÍVEL! FAZ ISSO MELHOR DO QUE QUALQUER CÂMERA DIGITAL ULTRAMODERNA!
FANTÁSTICO !!!

DARLEN em 4 de junho de 2009 às 16h00

tah parecendo Matisyahu esse cara.
ps: OLá?!

Camila em 4 de junho de 2009 às 20h42

suas pinturas são confortantes,afáveis.Ele realmente
valoriza o cotidiano,o comum,e a mesmice considerados por muitos de nós.
Alguém já assistiu a Lista de Schindler?

Pyetro em 5 de junho de 2009 às 16h02

bah!Impressionante o impressionismo.

aerografiadoluiz@hotmail.com em 9 de junho de 2009 às 18h07

É fantastico as pinturas deste artita, maravilhoso

Lumya em 27 de agosto de 2009 às 21h11

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