Quero matar Hitler

Na longa biografia escrita por Joachim C. Fest, a história de Adolf Hitler pode ser detalhada, mas mesmo assim, as coisas não ficam claras o suficiente para entender o fenômeno de devoção que ele era capaz de despertar em uma nação toda – e, mais além, em outras que endossaram todo o seu discurso. Uma das figuras mais marcantes do século XX e também da curta história da Humanidade, Adolf Hitler vem ganhando, cada vez mais, análises um pouco mais esclarecedoras, menos passionais. E, por mais horripilante que seja a História, ela tem de ser dissecada em detalhes.
No gancho do filme Operação Valkyria, começam a surgir livros tentando desvendar o por quê da baixa resistência a Adolf Hitler, os motivos do povo alemão em fechar com seu führer sem questionamentos. "Quero matar Hitler", do historiador britânico Roger Moorhouse, lançado no Brasil pela Ediouro, tenta fazer um guia completo das tentativas de assassinatos do líder nazista por seus inimigos. E o que deveria ser algo novo se perde no desejo do autor em ser iconoclasta.
Hitler acreditava piamente que era protegido pela providência, algo como um super-homem nascido para cumprir uma missão: limpar o mundo e criar a superpotência ariana. Nas histórias apresentadas no livro, de fato, apenas a Operação Valkyria, liderada por membros do Exército alemão, na época em que todos eles já sabiam que a guerra estava perdida, é apresentada como uma real tentativa de eliminação de Hitler. As demais histórias servem de uma suculenta entrada de argumentações – como detalhar o plano que o exército Aliado desenvolvia para tirar o tirano do poder.
O problema maior do livro nem é em sua temática, algo que desperta o interesse de quem é gosta do assunto. O problema é que Moorhouse se confunde relato histórico com relato literário ficcional. É nítido o interesse do historiador em se esforçar para criar um “thriller” cinematográfico, que acaba por desabar com a credibilidade do livro. Algo completamente desnecessário. Tivesse se mantido nos trilhos da História, teria entregue um livro necessário para se debater motivações. Ficou na água com açúcar e serve apenas como uma boa sessão da tarde histórica.
Artigo da autoria de Danilo Corci
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16 comentários
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Isso do Hitler e dos nazis ainda vai alimentar histórias durante muitos anos
Carla em 30 de junho de 2009

eheh toda a gente queria matar Hitler mas ele não lhes deu esse prazer, suicidou-se. Que desmancha prazeres LOL
Janett em 30 de junho de 2009

Pela quantidade de conteúdo que tem surgido a respeito, parece-me que a "devoção" a esta criatura abjeta está alastrando como um cancro.
Sobre a estupidez correlata:
BAUMAN,Zigmunt. Modernity and The Holocaust. Ithaca, N.Y.: Cornell University Press 1989. ISBN 0-8014-2397-X
http://static.recantodasletras.com.br/arquivos/1103666.pdf
Eduardo Barros em 1 de julho de 2009

Adolf Hitler se suicidou mais entrou na historia do mundo todo ate hoje mutas pessoa qurem ser Adolf Hitler.
Obrigado/
olidio em 1 de julho de 2009

Olá, pessoal!
Com exceção do Eduardo Barros, os outros comentários estão muito fracos. Eu que não entendo muito de história, tampouco de literatura, mas posso me esforçar mais para comentar essa interessante crítica. E, desculpas, Olidio, mas mais não tem o mesmo significado de mas, e, ainda, tem sentidos opostos. Janete, antes de mas deveria ter vindo uma vírgula, mas o emprego está correto. Carla, infelizmente, o seu lamento representa o acúmulo do conhecimento pela humanidade, dando origem à História, por mais doloroso que possam ser os fatos. Ainda, por não ser um aficionado pelo tema e detestar muitas das coisas que os homens fazem a si próprios e a natureza, acredito que o autor possa ter sido levado a um caminho cinematográfico devido a esta onde de livros que viraram filmes e que renderam muito dinheiro. Um livro extremamente técnico poderia ser até chato, mas seria bem mais proveitoso. E, por fim, Eduardo, às vezes penso que a humanidade prefere ser enganada a lutar contra algo que lhe seja prejudicial, tentando achar soluções simplórias para questões que se entendem além de uma vida.
Desculpem-me o tom bastante crítico, e espero que comecemos a melhorar a nós mesmos, e ajudar aos outros a evoluírem também.
Abraços a todos.
Rodrigo em 3 de julho de 2009

No meu entender, Hitler, pelos os alemães, era muito querido, pois tirou a Alemanha de uma crise financeira que se arrastava desde a primeira guerra, por isso que ele não encontrou obstáculos na sua tirania, e só no final guerra é que tentaram acabar com ele, foi um bom governante, lógico que com mãos de ferro e suas principais vitimas eram os judeus que eram despojados de todos seus bens, sabia discursar como poucos, e manejava como queria a massa populacional, que viu nele, o salvador, já que na primeira guerra, os aliados com seus tratados deixaram a Alemanha falida.
Não li o livro ainda, mas pela critica acima, já perdi meus interesse como historiador.
Mauro em 3 de julho de 2009

Se o Obvious é "um olhar mais demorado...", que ele continue a nos inspirar com temas que nos levem a refletir...refletir...debater...discordar...concordar... e, quem sabe, consigamos fugir dos lugares-comuns em que nos deixamos ser adestrados.
Eduardo Barros em 3 de julho de 2009

sempre me interessei muito por histórias como che guevara, nazismo e nelson mandela. o fato de existir pessoas obrigadas a fazer diverças coisas, a falta de respeito, a crueldade que essas histórias trazem me hipnotizam pq quero entender pq existem pessoas que sonham serem os donos do mundo. porém penso sempre que a história com o passar do tempo acaba se confundindo como aquela brincadeira de telefone sem fio e devemos ser céticos qdo ouvimos muitos fatos e versões.
tem um filme "o menino do pijama listrado" que conta a história de um menino que está num campo de concetração e o filho de um coronel nazista que acabam se tornando amigos, porém as crianças não sabem exatamente oq está acontecendo com o país, muito menos o filho do coronel que imagino ser o campo uma fazenda... o preço dessa mentira vai ser pago pelo coronel nazista que humilha os judeus na frente de seus filhos.
se vc's já assitiram sabem o final, caso não conheçam assitam, a história é contagiante.
bombastic em 5 de julho de 2009

diverças e dificil seu burro, vai aprender a escrever seu asno.
jJj em 6 de julho de 2009

hahahah
estava tão apressado, que nem li o que tinha escrito antes de postar. desculpa a gafe é que somos acostumados a fazer DIVERSAS coisas ao mesmo tempo. que bom que sempre tem um amigo estúpido para nos corregir. obrigado, acredito que a grosseria na internet é o que mais nos aproxima.
mas isso não vem ao caso, o lance é que, como já foi dito, a história do nazismo ainda vai alimentar muitas cabeças fracas como a sua "jjj". e como também já foi dito pelo rodrigo, as pessoas se interessam por aquilo que é ruim para si mesmas. parafraseando 04 "a natureza é terrorista, é a estratégia de deus".
afinal, como podemos aceitar que em pleno sec. XXI ainda existam indivíduos que cultivam a pancadarida, a repressão, o racismo, o preconceito e o pior, a supremacia perante todos nós... e isso existe no brasil, um país tão liberal, carregado de farras, festas e feridados.
tem alguma coisa errada agora prof. pascoale??
:D
bombastic em 6 de julho de 2009

Esse assunto realmente é intrigante. E cabe a nós como sociedade tentar entender como ocorreu esse respaldo a Hitler. Lendo alguns texto de Anna Arendt, que era judia e fugiu do holocausto e tbm debatendo sobre o assunto na faculdade, pude entender que somente quando perdemos a condição humana, é que se torna possivel as atrocidades e o despotismo. Fazendo de uma ideologia, uma razão para legitimar a violencia. Hitler e seu sistema foram eficientes na forma como venderam sua ideia. E isso de certa forma me deixa amedrontado. Num mundo onde todos se deixam levar pelos meios de massa. Isso pode acontecer novamente. O povo engole sem digirir o que lhes é oferecido. Pensar é preciso!!!
Brain82 L.C em 8 de julho de 2009

Acredito q o fascinio da população alemã na época por hitler foi o que foi dito acima, pois a Alemanha estava em momentos de crises. Hitler retomou a auto-estima do povo e reergueu.
Achei interessante a biografia, e por mais que vc tenha criticado, irei ler.
beijo
Mari em 8 de julho de 2009

Não sei o porque de tanta estranheza a respeito de Hitler ter tido o apoio de povo alemão. A história está repleta de exemplos da espécie. Quando um grupo ou um país se encontra em baixa estima, em péssima situação economica, humilhado etc. é muito fácil aparecer um "salvador da pátria". Defendendo doutrinas exóticas e prometendo o céu para todos, os populistas fazem a festa. Vejam os exemplos na América Latina atual. Lula e Chaves são semi-deuses. Lula deu sorte de tomar o poder no momento certo e ter juízo para seguir a cartilha do Banco Central. De resto, patrocinou o maior escândalo da história, defendeu como ninguém, Sarney, Renan Calheiros etc. e não fez absolutamente nada para a educação - única forma efetiva de melhorar o País. Contudo, tem 70% de aprovação do povo! Hitler também!
Sirio em 14 de julho de 2009

vc acima é tão besta que não coloque nem um pseudônimo.
concordo que a tática usada para seu plano foi certa. ali foi uma grande campanha de marketing. mas não podemos esquecer que ele era um filho da puta com uma berruga escondida por um bigodinho tosco. querer ser melhor que o resto da humanidade e achar que pode criar uma raça soberana é o cúmulo do egocentrismo não acha? complexo de superioridade é até normal, mas ele passou dos limites, vc por acasso já viu algum negro querendo estinguer as raças diferentes???? mesmo que isso acontecesse eu ainda seria contra, pq são as nossas diferenças que misturadas impulsionam o mundo. as misturas é que geram resultados.
vc é um nazista disfarçado seu ignorante!
felipe em 17 de agosto de 2009

vc ja tentou entrar no estado unidos, se vc nao tiver nacionalidade ou visto se é deportado do pais, por causa da raça eles sao americanos e outros estrangeiros isso nao seria nazi mas moderna ou de nazi mudou pra comtrole de populaçao,se vc reparar o mundo de ontem e mesmo mundo de hj,so que á mas respeito!
sem nome em 29 de agosto de 2009

ta venduuu todo mundo só ficou na vontade de mata-lo ele foi mais esperto que todos se matou primeiro...rsrsrsrsrsrs
Danielle em 21 de outubro de 2009