M11X - música, arte e partilha

Mikal Jessie Hameed, aliás M11X, é um artista americano com raízes na música e nas artes performativas. Como artista faz de tudo um pouco - actor, encenador, produtor de videoclipes, escultor, etc. Todavia, desde que se estabeleceu em Nova Iorque há cerca de 10 anos que sua actividade principal é o design de produção. Os seus últimos trabalhos têm deixado transparecer o seu projecto de intervenção artística: unir arte e música numa experiência partilhada.
Segundo o artista, a forma como ouvimos música hoje em dia é demasiado egoísta. Pretende por isso quebrar a relação paranóica que temos com os nossos auscultadores e fazer com que partilhemos as nossas músicas e sonoridades favoritas através do ar, graças aos bons e velhos sistemas áudio com colunas de altifalantes. O ícone desta sua cruzada é a boombox, sistema portátil estéreo capaz de reproduzir rádio ou cassetes em alto volume, tão popular nas ruas durante os anos 80'.

Esta imagem icónica é transformada e misturada com outros elementos: telas, mobiliário, equipamentos electrónicos, materiais reciclados, etc. O resultado final é no mínimo surpreendente e a qualidade sonora irrepreensível.







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7 comentários
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É....
Gladstone em 5 de outubro de 2009

Este M11X é de verdade ou é brincadeira,rs.
Acho seus artigos ótimos.Sao diferentes e criativos.
Parabéns.
Lucimara em 6 de outubro de 2009

"a forma como ouvimos música hoje em dia é demasiado egoísta". Achei meio sem noção essa proposta. Geralmente quem bota música a todo volume em público - sem ligar para opinião alheia que, muitas das vezes, é a opinião da maioria - ouve música ruim; e aliás como categorizar? Como agradar a todos? Ou você "artista comunicador" não tá nem aí pro espaço do outro? Egoísta mesmo é obrigar as pessoas a ouvirem o que você impõe, uma vez que elas não podem simplesmente se tornarem surdas de uma hora pra outra. Eu que o diga o que sofro com esses celulares-motorádios de alguns usuários do metrô do Rio. Enfim. Tem gosto pra tudo. Depois da pedrada, o afago: o cara tem talento na execução da idéia, vá lá.
Douglas Evangelista em 6 de outubro de 2009

É um ego enorme desesperado por atenção. Tudo bem que ele tenha uma alma generosa e queira compartilhar sua música com os outros, mas a pergunta é: e se os outros não quiserem a música dele? Se ferrem. Vão ter que ouvir ela de qualquer jeito. É a imposição do gosto musical do ego dele...
César em 6 de outubro de 2009

Quanto mais eclético somos, mais amigos faremos e melhora muito os relacionamentos.
Não conheço ninguém que só gosta de um tipo de música.Depende muito do momento e dependendo da conpania, ATÉ BATE ESTAKA FICA BOM.....!
jorge em 6 de outubro de 2009

Jorge, depende do lugar, depende da hora, depende até do humor.
Som alto não é "comunizar o som", é invadir o espaço alheio. Somos egoístas? É esta a nossa natureza. Temos gostos diferentes? É o que nos torna fascinantes. Precisamos tolerar todas as manias alheias? Faça-me o favor.
César em 6 de outubro de 2009

Acho que existe uma curva exponencial entre potencia de som e "bom gosto" musical. Alias, Unir arte e musica? Musica é arte!
Alias, nao entendi como cadeiras com caixas de som poderiam fazer isso.
E é dificil andar por ai hoje em dia sem pelo menos escutar uma musica alta saindo de algum celular.
A Musica está muito defasada nos dias de hoje para ser compartilhada assim, devido ao som alto.
Aproveitando a onda oriental, nesse caso, acho que vou ter que me esforçar ainda mais para alcançar o Zen.
Dan em 6 de outubro de 2009