A 17 de Agosto último, há exatos 40 anos atrás, o “Woodstock Music & Art Fair”, o festival de música mais emblemático da história, chegava ao fim. A data trouxe dezenas de lançamentos em aúdio e vídeo, matérias especiais em todas as mídias, livros, filmes…o pacote completo. Eis o que aconteceu com os principais nomes que tocaram nesses míticos 3 dias. Quem eram na época e o que aconteceu após o evento.
Richie Havens
Chamado às pressas para abrir o festival diante dos atrasos (era a atração disponível com menor número de equipamento, um violão), Havens entrou para cantar 20 minutos e improvisou durante 3 horas. No fim, com “Motherless Child”, a palavra “freedom” foi incorporada no refrão, tornando-se posteriormente o nome da música e uma das marcas do festival.
Após Woodstock, Havens alcançou fama mundial, tendo o pico da carreira na década de 70. Decaiu nos anos 80 e 90, lançando apenas álbuns esporádicos. Seu último disco é “Nobody Left To Crown”, do ano passado.
Album Essencial: Mixed Bag (1967)
Ravi Shankar
Mentor de George Harrison, Shankar sempre foi muito mais do que um simples músico. Nascido em 1920, o indiano começou sua carreira nos anos 50 e permece na ativa até hoje. Sua cítara é uma das grandes responsáveis por levar a música indiana ao redor do mundo.
Album essencial: The Sounds Of India (1968)
Arlo Guthrie
Filho de Woody Guthrie, um dos nomes mais lendários da história do folk e largamente conhecido por ser uma das maiores influências de Bob Dylan, Arlo teve alguns hits na década de 60, incluindo “Coming Into Los Angeles”. De extensa carreira, foi referência na cena folk. Seu útimo lançamento é o ao vivo “In Times Like These”, de 2007.
Album essencial: Alice’s Restaurant (1967)
Santana
Ainda desconhecido na America, Santana teve um grande empurrão com o show incendiário que fez em Woodstock. Um dos pontos altos do festival, a carreira do mexicano firmou-se a partir dali. Com vários clássicos na década de 70, experimentou um longo declínio até explodir novamente no mix de “Supernatural”, de 1999, com vários convidados da música pop e o que levou a um novo público. O álbum vendeu simplesmente mais de 25 milhões de cópias, fazendo de Santana um dos maiores ídolos pop na época.
Album essencial: Abraxas (1970)
Janis Joplin
Uma das maiores estrelas do festival, Janis tocou em Woodstock com seu novo grupo na época, Kozmic Blues Band. Morreu um ano depois e tornou-se um dos maiores nomes da história do rock, mesmo com a brevíssima carreira.
Album essencial: Pearl (1971)
The Who
Sinônimo de rock, o The Who já era um ícone em Woodstock. Lançando a ópera rock “Tommy”, fizeram um dos melhores shows do festival. Continuam na ativa até hoje e o último álbum inédito é “Endless Wire”, de 2006.
Album essencial: Live At Leeds (1970)
Jefferson Airplane
Os primeiros da geração psicodélica de San Francisco a ganhar reconhecimento mundial. Muito dessa fama deve-se ao clássico “White Habbit”. Terminaram em 1973.
Album essencial: Surrealistic Pillow (1967)
Joe Cocker
Cocker é um dos que deve sua carreira a Woodstock. Sua versão de “With A Little Help From My Friends”, dos Beatles, foi a grande responsável por isto, sendo inclusive o nome do seu primeiro álbum. O britânico segue lançando discos. O último foi “Hymn For My Soul”, de 2007.
Album essencial: With A Little Help From My Friends (1969)
Jimi Hendrix
Hendrix era um dos maiores nomes do festival. Foi o responsável por encerrar Woodstock, na manhã de segunda feira, já com um público bem reduzido em comparação à média dos dois dias anteriores. Sua versão do hino dos EUA, “Star Splanged Banner”, foi o momento mais marcante. É uma lenda da guitarra, principalmente pelo modo peculiar como tocava sua Fender, o desenvolvimento do uso da alavanca e do wha-wha, os solos e riffs clássicos e por colocar os guitarristas no centro das bandas de rock. Morreu um ano depois, em Londres, sufocado pelo próprio vômito, provavelmente vítima de uma overdose de pílulas tranquilizantes.
Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do obvious sobre as matérias em questão.
Magia no ar... Excelente artigo
Pedro Magalhães em 24 de outubro de 2009
E eu tinha só dezoito aninhos... mais 40?
Ana Carmen Castelo Branco em 24 de outubro de 2009
Eu nem tinha nascido... adoro Joe Cocker e Jimi Hendrix. :-)
JOVEM para SEmPrE em 24 de outubro de 2009
Muito bom este artigo! Eu tinha 17. Saudades...
Alberto Nogueira em 24 de outubro de 2009
atenção que o instrumento do ravi shankar era a sitar e não citara, que é um instrumento diferente embora de nome muito similar.
já agora, a alavanca da guitarra chama-se tremolo.
parabéns pelo artigo, de qualquer das maneiras... :)
abel arez em 25 de outubro de 2009
Queridos amigos, apenas duas trivialidades que, de tão triviais, acabaram por passar despercebidas: (1) o conjunto The Who, embora ainda activo, encontra-se totalmente descaracterizado após morte do seu genial baterista Keith Moon e, mais recentemente, do excepcional baixista John Entwhistle. (2) a obra de referência de Jimi Hendrix é, talvez por unanimidade, "Axis: Bold as Love".
É mesmo, o tempo passa ... meus ricos 17 anos !!
Xpto4545 em 25 de outubro de 2009
eu tinha 11 anos, sonhava em ir à lua e adorava ravi shankar ...
Gilnei Oleiro Corrêa em 25 de outubro de 2009
Saudade, saudade, muita saudade. Eu tinha 17 anos. Nostalgia é a síntese.
Mário Sérgio Tosta em 25 de outubro de 2009
Tchê loco... Teu "obvious" é o lance.
Recebo diariamente.
Recomendo para muitos.
Reenvio para meus preguiçosos filhos e sobrinhos e aderentes.
A coisa chata: o "diário" só consigo enviar para um deles de cada vez. Dá uma canseira... Por este detalhe já sabes que muito aprecio o "obvious".
Bem, preciso de uma dica para que possa reenviar aos meus amigos. São preguiçosos tenistas e enxadristas que ñ querem perder tempo na internet e a usam somente para acessar "e-mails" dos amigos, daí, ñ adianta pedir para ir até o "obvious", preferem "acreditar" no meu discernimento. Agradeço a ajuda para espalharmos ainda mais este teu "blog".
Tiau desde de Brasíla
PS.: Sou neófito no quesito "informático", mas ñ sou analfabeto, portanto só uma dica, nada de manual. Desculpa esta última "delicadeza".
Paulo em 25 de outubro de 2009
Caro Paulo... muito obrigado pelo apoio :) Me deixa pensar um pouco como resolver esse problema e te mando um mail em breve com uma possivel solução, ok?
Eu, como o Paulo costumo mandar os artigos da "obvius" para algumas pessoas que não acessam muito a NET e gostaria de saber como mandar para mais de uma pessoa?
A matéria sobre Woodstok está legal. Eu adorava Santana, mesmo ele não sendo tão conhecido.
itaerci em 26 de outubro de 2009
Itareci, anotado... não sabia que as pessoas enviam para vários destinatários em simultâneo :) vamos tentar ver esse problema então. Obrigado por todo o vosso apoio.
Quem viveu, viveu. Eu tinha 20 anos, uma banda de covers de Grand Funk, Three Dog Night, Crosby, stills, Nash, Chicago, Stepenwoolf, ClassicsIV, Guess Who, Vanilla Fudge, James Gang, Rare Earth, Rolling Stones, Beatles, Procol Harum, entre outros.Assiti pelo menos umas 15 vezes, num cinema na paulista que havia no conjunto Nacional. Decorei, na época, até a fala daqueles que estavam sendo filmados. Foi demais. A tela do cinema era aquelas antigas do tipo "cinemascope", o som não era dos melhores mas, tinha algo que parecia stereo. Além de Jimi (o da guitarra), as apresentações de Sly Family Stone, Alvim Lee(diga-se Ten Years After), Crosby, stills, and Nash, foram do cacete.
Com rarissimas excessões(por ex. com alguns times do Rock Progressivo: King Crisson, Focus,Jethro Tull, Pink Floyd, Yes) o tal do rock termina aí, Woodstock. Claro que há algumas considerações louváveis, ex. Os stones, talves Paul MacCarteney, e por aí chega. O que se fez depois disso, foram somente bobagens comerciais que abarrotaram as contas bancárias de meia duzia de pessoas. A música desde então não há melodia muito menos harmonia. A música enveredou pelos caminhos do ritmo e da mediocridade. Por isso quem viveu, viveu. Quem não viveu, pode contentar-se com os youtubes da vida, que já é alguma coisa, até mesmo para informações, e formações. Consultem, gerações insípidas!!!
Peter Haustein Molim em 26 de outubro de 2009
Caro "bjr ????", ñ é só noticia ruim que se espalha rapidamente, coisas boas tbém se espalham rapidinho. Lá no Passo Fundo-RS onde nasci há um ditado: "mulher boa e melancia grande ninguém come sozinho". Faça a correlação que quiseres. E p.favor, ñ de uma de humilde, Tu bens sabes que o teu "obvious" é bom, então, espalhamo-lo por ai, obivamente.
Tiau
PS.: Ñ sou dado a "smarticons". Daí, como irônico e debochado que sou, deixo ao leitor interpretar meus textículos à sua (dele leitor) maneira. Dependerá do grau de estima e complexos adquiridos.
Muito bom. Simples, condensado, exepcional. Um gostinho do woodstock. Adorei os "álbuns essenciais".
Leonardo Graever em 28 de outubro de 2009
CadÊ o resto do povo?! Free? Joan Baez? Canned Heat? Sly & the Family Stone? Country Joe and the Fish? Entre diversos outros?
barbarela em 29 de outubro de 2009
ainda sou do tempo em tudo era paz e amor!!...
ANA PAULA em 30 de outubro de 2009
Faltou o Jim Morrison!
Claudia Chalita em 1 de novembro de 2009
Geeeente, eu mesma respondo e faço a correção...
O Doors cancelou a apresentação em cima da hora. Ao contrário do que muitos pensam, esta ocorrência não está relacionada ao "incidente" em Miami. O cancelamento do show se deu ao fato de que Morrison sabia que a sua voz soaria "estranha" por estar ao ar livre. Há também a hipótese de que Morrison, em um momento de paranóia, estava com medo de que alguém atirasse nele e o matasse quando o mesmo pisasse no palco.
Claudia Chalita em 1 de novembro de 2009
Woodstock! yo tenía 9 años....y aún hoy, a mis casi 50 sigo "volviendo a casa en helicóptero"
Fernando, Montevideo
fernando salazar em 17 de novembro de 2009
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